MENOR

Criança de 11 anos fere colega de escola com facão, em Anápolis

Estudante levou dois facões para escola dizendo que ia matar todos e que depois cometeria suicídio. Conselho Tutelar acompanha caso


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 03/09/2019 às 17:17:12

Escola Municipal Dona Alexandrina, em Anápolis, onde um aluno de 11 anos feriu colega com facão (Foto: Reprodução/Google Street View)
Escola Municipal Dona Alexandrina, em Anápolis, onde um aluno de 11 anos feriu colega com facão (Foto: Reprodução/Google Street View)

Um menor de apenas 11 anos de idade foi encaminhado à Central de Flagrantes de Anápolis na última segunda-feira (2), após ferir um colega com um facão. O estudante chegou à Escola Municipal Dona Alexandrina com dois facões e, na sala de aula, ameaçou os colegas. Ele imobilizado por um vigilante. A direção da unidade de ensino confirmou a expulsão do aluno.

“Três viaturas da Polícia Militar (PM) vieram e deram toda a assistência. Os militares conversaram com o aluno e com os outros estudante e encaminharam todos para a delegacia. Infelizmente não há condições de ele continuar na escola e foi solicitada sua transferência”, confirmou Patrícia Pereira, diretora da escola.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o menor estava bastante transtornado e, após ferir a colega, colocou o facão no pescoço de outra criança. “O estudante gritava dizendo que ia matar todo mundo e que depois cometeria suicídio“, lê-se na ocorrência.

O aluno ferido com facão teve um machucado superficial na cabeça. O caso foi encaminhado para o Conselho Tutelar para acompanhamento psicológico e psiquiátrico da criança e dos pais. Após o episódio, as atividades na escola seguiram normalmente.

Histórico do aluno

Segundo Patrícia, antes do episódio a direção da unidade já tinha comunicado os pais sobre o comportamento do menor. “Conversamos pessoalmente, orientando que o levassem para um médico especialista, pois ele já tinha apresentado crise de pânico e ansiedade. Ontem, após o ocorrido, eles estavam muito chateados e surpresos. O garoto era realmente um bom menino, não imaginávamos que isso poderia acontecer”, afirma.

A diretora disse que a família do garoto morou um tempo em Portugal e que, provavelmente, o menino teria sido maltratado na escola que frequentou no país. “Ele veio de lá com esse trauma, mas continuou sendo um bom menino. Talvez também tenha sido influenciado pelo o que a mídia publica sobre os casos de violência nas escolas”.

De acordo com Patrícia, nesta quarta-feira (3) foi ministrada na escola uma palestra sobre violência. “Estamos reforçando juntos aos estudantes que contem tudo que está acontecendo, se verem um coleguinha triste, muito calado, para que conversem com os professores”, conclui.