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CPI da Covid vai pedir quebra de sigilos fiscal e bancário de Carlos Wizard

Empresário deveria comparecer a comissão, mas alegou estar nos Estados Unidos

Ele é apontado como um dos integrantes do chamado 'gabinete paralelo'
Ele é apontado como um dos integrantes do chamado 'gabinete paralelo' (Foto: Sforza Holding/Divulgação)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou em coletiva, nesta terça (15), que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado, irá pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário do empresário Carlos “Wizard” Martins, na quarta (16), antes da oitiva do governador impedido do Rio, Wilson Witzel.

“O depoimento não o único meio de prova que a CPI dispõe”, afirmou Randolfe. “Vamos apreciar um conjunto de requerimentos de empresas que, no nosso entender, receberam favorecimentos… Notadamente farmacêutivas. E, além dessas empresas, algumas pessoas, entre elas, do senhor Wizard.”

Segundo o senador, a medida é tomado pelo provável não comparecimento de Carlos na CPI, nesta quinta (17). Wizard, por meio de advogados, informou que está nos Estados Unidos desde 30 de março, “acompanhando tratamento médico de familiar”.

Os advogados do empresário chegaram a pedir que ele desse um depoimento virtual, contudo, o presidente da CPI, senadort Omar Aziz, negou a possibilidade.

Destaca-se, de acordo com senadores, Wizard seria membro do gabinete paralelo que aconselhou Bolsonaro (sem partido) sobre questões da pandemia, tendo, inclusive, atuado informalmente como auxiliar do ministro da saúde por 30 dias, no passado.

Reforço da convocação

Na segunda-feira (14), o senador Randolfe “invadiu” uma live de Wizard para reforçar a convocação. Segundo ele, tratou-se de um “lembrete”.

“Reforçarmos a convocação do Sr. Carlos Wizard para comparecer à CPI da Pandemia. Dessa vez, enviamos um lembrete em sua live no YouTube. Apesar das intimações já estarem em sua mesa, Sr. Wizard, recomendamos fortemente o seu comparecimento na quinta-feira (17)”, escreveu.