Crime no RJ

Corpo de dançarina de funk morta pelo noivo no RJ é enterrado em Trindade

Amanda Bueno, 29 anos, foi morta a tiros dentro de casa pelo noivo. Ele confessou o crime à polícia.





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O corpo da dançarina de funk goiana Amanda Bueno, de 29 anos, morta no Rio de Janeiro, foi enterrado às 17h deste domingo (19/04) no Cemitério Municipal de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

A cerimônia foi acompanhada por cerca de 40 pessoas, entre familiares e amigos, que pediram justiça.

Amanda, que na verdade se chama Cícera Alves Sena, morava no Rio de Janeiro há quatro anos, mas nasceu na cidade de Trindade. A família dela reside em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, onde o corpo foi velado desde a manhã deste domingo (19/04).

A dançarina foi morta em Nova Iguaçu (RJ), na casa onde morava com o noivo, Milton Severiano Ribeiro, conhecido como Miltinho da Van, que está preso e confessou o homicídio à polícia.

De acordo com o advogado Hugo Assumpção, que defende o Miltinho da Van, seu cliente teria matado a dançarina com tiros de escopeta após descobrir uma traição da noiva, por meio de um vídeo, gravado quatro dias depois do seu noivado com ela. “Foi o contrário do que estão dizendo. A mulher que o traiu. Ele gastou muito com a festa de noivado. Cada aliança custou R$ 20 mil”, frisou neste domingo.

O advogado disse ainda que Milton era casado antes de conhecer Amanda e que ele teria se separado da esposa para ficar com ela. “Essa menina acabou com a vida dele. Foi contratada para ser modelo de uma empresa de confecção da família e roubou Miltinho da esposa”, disse.

A irmã da vítima, Valsirlândia foi ao Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu na manhã de domingo e, logo em seguida, embarcou para Goiás com o corpo de Amanda. Segundo contou, a dançarina, que na verdade se chamava Cícera Alves de Sena, já tinha dado indícios de que outras brigas haviam acontecido. Uma outra parente de Goiás, que preferiu não se identificar, relatou que a vítima lhe contara que gostaria de voltar à sua cidade, mas Milton a impedia. “Ela queria vir, mas acho que ele tinha ciúmes, falava que não a deixaria vir”, disse a familiar.

O advogado Hugo Assumpção, no entanto, negou que o casal tivesse histórico de brigas, inclusive os relatos de que numa dessas brigas, Miltinho teria tentado atear fogo em seu próprio corpo. “Não teve nada disso”, afirmou.

A filha de Cícera, que já havia perdido o pai em setembro passado, disse, em entrevista para uma TV goiana, que nunca “foi com a cara” de Miltinho. (Com O Dia)

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