Eleições 2020

Coração aberto para ser a voz dos oprimidos, diz pré-candidata do PSOL em Goiânia

Manu Jacob afirma que, além de fazer um contraponto, objetivo principal do partido é eleger vereadores


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 09/03/2020 às 16:55:51

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O PSOL decidiu, em plenária, que Manu Jacob será sua pré-candidata a prefeitura de Goiânia. Ela foi escolhida por 47 a 19 votos, diante de Mariana Lopes, que também havia colocado o nome à disposição. A eleita afirma que está com o coração aberto e com muita tranquilidade para ser a voz da periferia, das mulheres e dos oprimidos.

Ao Mais Goiás, Manu informou que o próximo passo é o construir o programa de governo, que será feito junto à sociedade e movimentos sociais. Segundo ela, “não dá para pensar no programa, sem falar com o pessoal que está no chão e vive Goiânia”.

Professora da rede estadual, a psolista defende as bandeiras da educação, saúde e segurança gratuitas, públicas e de qualidade. Questionada acerca da dificuldade de um partido como PSOL, com pouca tradição em Goiás, superar os demais, ela afirma que o intuito da sigla é fazer um contraponto.

“Sabemos que Goiânia é uma cidade de candidatos mais conservadores, mas queremos apresentar uma alternativa que dialogue diretamente com os problemas da cidade e para fazer uma disputa ideológica, diante do cenário que vivemos”, afirma e observa: “Aqui, o governo Federal, estadual e municipal tocam a mesma política.”

Além disso, Manu destaca que, o objetivo principal do PSOL é eleger vereadores. “Fabrício Rosa, ex-candidato a senador, é um dos nossos principais nomes, mas queremos eleger vereadores”, reforça.

Mulheres

Neste ano, o pleito em Goiânia terá número recorde de postulares mulheres ao paço municipal. Além de Manu, devem disputar: Dra. Cristina, Adriana Accorsi (PT) e Maria Ester (Rede).

Segundo Manu, O PSOL não incita rivalidade entre as mulheres. “Elas têm conseguido mais espaço político na última década. Conquistado com muita luta”, ressalta.

Ela, que vê esse pleito de forma diferenciada, graças a estes números, afirma que cada mulher que representa sua sigla, tem um olhar diferenciado para a sociedade. “E a sociedade só tem a ganhar com as propostas que essas mulheres vão trazer.”

Para Manu, elas fazem política de forma diferente, pois são conciliadoras. “Têm sensibilidade. Inclusive por da luta cotidiana. Nascer mulher é um ato de resistência.” Por fim, ela reforça que está com o coração aberto e com muita tranquilidade para ser a voz da periferia, das mulheres e dos oprimidos.