Run Forrest!

Continuação de ‘Forrest Gump’ foi descartada após o 11 de setembro; entenda

Na sequência do clássico com Tom Hanks, filho do personagem seria diagnosticado com Aids e Gump dançaria com a princesa Diana


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 21/03/2019 às 17:06:40

No filme,  o personagem presenciaria o bombardeio de Oklahoma City, em abril de 1995 (Foto: Divulgação)
No filme, o personagem presenciaria o bombardeio de Oklahoma City, em abril de 1995 (Foto: Divulgação)

O roteirista Eric Roth, de “Forrest Gump: o contador de histórias” (1994), deu revelações surpreendentes sobre a sequência — que nunca chegou a sair do papel — do clássico estrelado por Tom Hanks.

Para quem não lembra, o longa de Robert Zemeckis conta a história de eventos-chave dos Estados Unidos, como os mandatos dos presidentes Kennedy e Johnson; a Guerra do Vietnã; e o escândalo de Watergate — tudo sob o ponto de vista de um homem bem-intencionado, mas com QI baixo.

Em entrevista ao “Yahoo Entertainment”, o roteirista revelou ter escrito uma continuação que abordaria outros acontecimentos marcantes ocorridos no país. No projeto, por exemplo, o personagem estaria no banco traseiro do carro usado na fuga de OJ Simpson, em 1994.

“De vez em quando ele levantaria a cabeça, mas ninguém percebia que ele estava ali atrás”, descreveu Roth. Também haveria uma cena na qual Gump dança com a princesa Diana. E outra em que o personagem estaria no meio do bombardeio de Oklahoma City, em 19 de abril de 1995.

E mais: o filme teria começado com o filho de Forrest Gump — interpretado por um Haley Joel Osment mirim no original — sendo diagnosticado com Aids. “Numa parte, os alunos não iam querer ir para a escola com garoto ( por ele ser portador da Aids)”, declarou Roth, que este ano foi indicado ao Oscar pelo roteiro de “Nasce uma estrela”.

Mas por que o filme nunca veio à tona? A resposta é o timing. Roth terminou o roteiro em 10 de setembro de 2001. No dia seguinte, houve os atentados às Torres Gêmeas, o que tornou a trama insensível: “Quando o 11 de setembro ocorreu… tudo ficou insignificante”, concluiu Roth.