Tentativa de feminicídio

Continua foragido homem que cegou namorada com garrafas de vidro, em Anápolis

Crime aconteceu no dia 11 de fevereiro. Vítima perdeu a visão do olho direito e relatou ter sido salva pelo filho do agressor de apenas onze anos


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 15/03/2019 às 16:18:09

Tiago Pereira Ferreira está foragido. Ele agrediu a namorada usando garrafas de vidro em Anápolis (Foto: Reprodução)
Tiago Pereira Ferreira está foragido. Ele agrediu a namorada usando garrafas de vidro em Anápolis (Foto: Reprodução)

Tiago Pereira Ferreira, 34 anos, está foragido há mais de um mês. Ele é suspeito de ter agredido a namorada com garrafas de vidro no bairro JK Nova Capital, em Anápolis, no dia 11 de fevereiro. A vítima, que não teve o nome revelado, perdeu a visão de um olho devido às agressões e relatou à polícia que foi salva pelo filho do agressor: uma criança de 11 anos.

A delegada responsável pelo caso, Marisleide Santos, da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), informou que o casal possui um histórico de brigas e agressões. No dia 11, os dois estavam em um churrasco quando começaram a discutir e, já em casa, Tiago agrediu a companheira quebrando várias garrafas de vidro na cabeça dela.

“Foram muitos golpes e, em um deles, Tiago atingiu o rosto da namorada e pedaços de vidro entraram no olho dela. A agressão cessou depois que filho dele, de apenas 11 anos, gritou para que ele parasse. O agressor fugiu com a criança em uma motocicleta e continua foragido” afirma Marisleide.

A delega declarou que a vítima perdeu totalmente a visão do olho direito e está recebendo o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, grupo que atua no atendimento qualificado às ocorrências de violência contra a mulher.

“Dependendo do laudo médico, o qual será emitido em até dez dias, o caso será classificado como lesão gravíssima ou tentativa de feminicídio, devido a quantidade de golpes sofridos pela mulher. Tudo indica que o agressor pretendia realmente matar a namorada. O inquérito já foi encaminhado ao poder judiciário e a Deam continua com as investigações”, conclui Marisleide.