Covid-19

Consumidores recorrem ao Procon Goiânia por passagens aéreas

Órgão registrou 627 atendimentos relacionados a reembolso de 19 a 31 de março


Laylla Alves
Do Mais Goiás | Em: 31/03/2020 às 18:43:56

Preços de presentes para o Dia das Mães podem variar até 183,33%, diz Procon Goiânia (Foto: Reprodução)
Preços de presentes para o Dia das Mães podem variar até 183,33%, diz Procon Goiânia (Foto: Reprodução)

Consumidores em dificuldades para conseguir o reembolso de passagens aéreas em dinheiro ou adiamento dos voos têm recorrido ao Procon Goiânia. De 19 de março até esta terça-feira (31), foram registrados 627 atendimentos relacionados a isto. São 291 reclamações e 336 consultas.

Os contatos com o Procon são motivados pela pandemia do coronavírus (Covid-19). Nesse problema de reembolso das passagens, as agências de viagem e companhias aéreas correspondem a 80% das demandas dos consumidores.

A Medida Provisória n°925, emitida pelo Governo Federal no dia 18 de março, define que o prazo para o reembolso do valor relativo à compra de passagens aéreas será de 12 meses para as pessoas que fizeram sua solicitação até o 31 de dezembro de 2020. Apesar disso, Walter Silva, superintendente do Procon Goiânia, recomenda que o consumidor tente remarcar a viagem para uma outra data, em vez de pedir reembolso.

“A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) orienta que os consumidores evitem cancelar a viagem para ter restituição. A recomendação é que remarque a data porque evita receber o dinheiro de volta em 12 meses. Além disso, o consumidor tem o direito de remarcar quantas vezes puder, logo que terminar o período de combate à Covid-19. A nossa recomendação, como Procon Goiânia, é que todos os consumidores evitem cancelar, porque o prejuízo é maior para ele e para o fornecedor”, explicou Walter Silva.

Destaca-se que as reclamações relacionadas à viagens são encaminhadas às companhias aéreas, agências de turismo e plataformas de venda de viagens. Além destas demandas, o órgão recebe ligações  de consumidores que relatam problemas com farmácias, lojas, supermercados, contas de energia e de água e bancos.

*Laylla Alves é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira