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Confirmado primeiro caso autóctone de chikungunya em Goiás

A paciente é uma mulher de 56 anos, contaminada no município de Rio Quente, a 133 quilômetros de Goiânia.





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O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, afirmou nesta quarta-feira (28/01), que o Governo de Goiás está preparado para enfrentar eventual aumento do número de casos de chikungunya no Estado. Técnicos da Coordenação de Dengue e Chikungunya confirmaram o primeiro caso autóctone da doença, ou seja, de transmissão local.

A paciente é uma mulher de 56 anos, contaminada no município de Rio Quente, a 133 quilômetros de Goiânia. O estado de saúde dela é estável e o tratamento é feito com hidratação e dipirona.Os outros dois casos já confirmados no Estado são de pessoas que tiveram contato com o mosquito transmissor, o Aedes Aegypti, em outros países.

A Secretaria da Saúde (SES) trabalha com um Plano de Contingência específico para chikungunya, que está em vigência desde novembro de 2014 e vale até o final de 2015. Ele prevê ações do Poder Público em quatro estágios diferentes, que evoluem de acordo com o aumento do número de casos. No momento, Goiás está no nível 1, com o surgimento do primeiro caso autóctone.

Os agentes da SES já fizeram o bloqueio da área onde reside a paciente. A ação consiste na pulverização de toda a região num raio de 150 metros. “Além da pulverização de todos os possíveis focos próximos ao domicílio, providenciamos bombas costais e inseticidas para todos os 246 municípios, fizemos campanhas educativas e capacitamos os técnicos. Estamos prontos para fazer a parte que cabe ao Estado”, afirmou o secretário.

População
O Governo de Goiás também conta, segundo o secretário, com bom estoque de soro fisiólogico – para hidratação oral e intravenosa – dipirona e codeína. Os municípios estão sendo devidamente abastecidos com os medicamentos. Leonardo alerta, no entanto, que sem a participação da população, o combate à chikungunya será pouco eficiente, mesmo com todo esse preparo. “Uma pesquisa feita pelos nossos agentes de saúde mostrou que 80% dos criadouros estão dentro dos domicílios. Ou seja, sem o apoio de todos, é impossível vencer essa batalha”, conclui.

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