Limpeza urbana

Comurg fará cobrança por coleta de lixo hospitalar em unidades particulares

Por lei, os próprios estabelecimentos devem providenciar a destinação de seus rejeitos. Companhia cobrará R$ 3,51 por kg de lixo





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A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), começa na próxima segunda-feira (22/2) a cobrar pelos serviços de coleta, transporte e tratamento dos Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSSS), mais conhecido como lixo hospitalar. A medida atende a Lei Municipal n°9.522 de 29 de dezembro 2014.

Para cada quilo será cobrado o valor de R$ 3,51. A pesagem mínima para a prestação de serviço de coleta pelo órgão será de dez quilos para cada chamada. Além disso, o estabelecimento ficará responsável pela disponibilização de uma balança para que a pesagem do resíduo ocorra na própria unidade.

De acordo com o presidente da Comurg, Edilberto Dias, o valor foi estipulado após levantamento de custos com pessoal, combustível, manutenção dos veículos, tratamento e destinação final. Na Companhia, há mais de 140 unidades cadastradas que são grandes geradores de RSSS. Em toda cidade, a média é de quatro mil estabelecimentos que produzem resíduos considerados de saúde, como materiais usados em farmácias, pet shops, clínicas estéticas e até lojas de piercing e tatuagem.

Por dia, a Comurg recolhe entre oito e nove toneladas de Resíduos Sólidos de Saúde em Goiânia. De acordo com Dias, os recursos oriundos da arrecadação com a prestação de serviço serão aplicados na limpeza urbana. “É de responsabilidade da prefeitura recolher somente os resíduos orgânicos. A responsabilidade pela destinação final do RSSS é do próprio gerador. Portanto, não é justo socializar este custo com toda comunidade”, defendeu Dias.

Os estabelecimentos geradores de RSSS que desejam contratar a Comurg como prestadora de serviço devem preencher o formulário disponível no site www.goiania.go.gov.br e posteriormente fazer o contrato.

Para o serviço, a companhia oferece dois caminhões, sendo um dotado de sistema hidráulico lateral que bascula o material direto do container para o tanque – sem contato dos coletores – com capacidade para transportar até 15 metros cúbicos de resíduos e duas pick-ups também adequadas. Todo lixo infectante recolhido pela Comurg é encaminhado para tratamento e destinação final, atendendo às normas ambientais.

O fim da coleta gratuita do lixo hospitalar pela Comurg havia sido anunciado em 25 de agosto do ano passado. O então presidente da companhia, Ormando José Pires, explicou à época que não era competência legal do órgão realizar esse serviço, que gerava custos aos cofres públicos.

No entanto, os hospitais e clínicas particulares tiveram dificuldades em se adaptar à mudança e encontrar empresas que pudesse fazer o recolhimento e descarte do material. Por isso, o prazo inicial, que era o dia 15 de outubro de 2015, foi prorrogado para este ano.