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Comunidades goianas são declaradas quilombolas e passam a receber recursos extras

As comunidades agora terão acesso a políticas públicas específicas. A cerimônia de entrega dos certificado aconteceu em Brasília nesta quinta-feira (27)

Nesta quinta-feira (27), o governo federal e o governo de Goiás, por meio da Secretaria Cidadã, entregaram em cerimônia realizada na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, certificados Quilombola para oito comunidades estabelecidas no Estado. O certificado dará às comunidades acesso a políticas públicas dos governos federal, estadual e municipais.

As comunidades que serão reconhecidas oficialmente como Quilombolas são: Cachoeirinha (Vila Propício), Vargem Grande do Muquém (Niquelândia), Tupiraçaba (Niquelândia), Vale do Rio Corumbá (Corumbá), Cristianinho (Caiapônia), Pilões (Iporá), São Félix (Matrinchã) e Papuã (Pilar de Goiás).

“Quando estas comunidades se tornam oficialmente Quilombolas, ficam aptas a receber recursos extras nas áreas da educação, saúde, habitação, entre outros programas”, declara Marcos Akaren, chefe da comunicação setorial da Secretaria Cidadã.

Também participou da entrega a superintendente Executiva da Mulher e da Igualdade Racial da Secretaria Cidadã, Onaide Santillo.

Benefícios

Escolas públicas onde há alunos vindos de comunidades quilombolas têm direito de receber o dobro de recursos para merenda, reforma e construção de novas unidades. Na área da habitação, membros destas comunidades têm prioridade nos cadastros.

Na saúde, há um tratamento especial para este público, que passam a receber atenção especial para cuidado e prevenção de doenças recorrentes na população negra, como anemia falciforme e mioma.

Reconhecimento

A Secretaria Cidadã identifica as comunidades por meio de visitas aos moradores mais velhos, análise das construções, por meio das histórias do local, verificação de como começou a comunidade e em que circunstâncias.

É feita uma análise das falas, costumes, cultura, tradições, religião e aspectos físicos. Após uma checagem, o processo é encaminhado para a Fundação Cultural Palmares. Uma comissão de antropólogos analisa o processo e fornece a certificação de que a comunidade é realmente quilombola.