Francisco Costa
Do Mais Goiás

Comissão da Câmara convoca ministro por compras das Forças Armadas

"Queremos saber por que o governo federal gastou milhões com picanha", diz deputado Elias Vaz

Comissão da Câmara convoca ministro por compras das Forças Armadas
Braga Netto assume Defesa com Exército ressentido e críticos a Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Federal aprovou – por unanimidade -, nesta quarta (31), a convocação do ministro da Defesa, general Braga Netto, para falar sobre os processos de compra para as Forças Armadas aprovados pelo governo federal. Dentre outras coisas, vale lembrar, um documento de representação na Procuradoria Geral da República (PGR), feito por deputados do PSB, demonstravam gastos exorbitantes com itens para churrasco, tais como carne, cerveja e carvão.

“Queremos saber por que o governo federal gastou milhões com picanha, cerveja, bacalhau, salmão e filé mignon para as Forças Armadas, um cardápio muito distante da realidade da maioria dos brasileiros”, afirma o deputado federal goiano do PSB, Elias Vaz, um dos requerentes. Ele também afirmou que a convocação – ainda com data a definir – servirá para debater a crise nas Forças Armadas.

Na terça (30), os comandantes das Forças Armadas Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocarem seus cargos à disposição do general da reserva Walter Braga Netto, novo ministro da Defesa, que sucedeu o também general da reserva Fernando Azevedo, demitido por Jair Bolsonaro (sem partido) na segunda-feira (29).

Destaca-se que, na avaliação geral do Congresso (mesmo entre governistas), a debandada foi uma reação a tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os militares, inclusive, devem ser convidados a darem explicações.

Em conversa com o Mais Goiás, contudo, o deputado federal por Goiás Major Vitor Hugo (PSL), um dos mais próximos de Bolsonaro, disse que a troca de comandantes das Forças Armadas é natural e se adapta uma relação hierárquica. Segundo ele, Braga Netto é mais “moderno” que os comandantes que entregaram o cargo, o que justifica a saída.

Por moderno, ele quer dizer que Pujol, Ilques Barbosa e Antônio Carlos Bermudez são mais antigos nas Forças Armadas que Braga Netto.

Sobre a denúncia de gastos, saiba mais AQUI.