Cidades

Com uso facultativo de simulador, processo para CNH pode ficar até R$ 350 mais barato

Equipamento deixa de ser obrigatório a partir de setembro deste ano


Larissa Lopes

Do Mais Goiás | Em: 18/06/2019 às 18:18:39


(Foto: Detran-RO)
(Foto: Detran-RO)

Na última segunda-feira (17) foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a resolução que torna o uso de simulador de direção facultativo a partir de setembro. Com isso, o valor do processo para obtenção de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ter redução de até R$ 350, o que corresponde a 15% do valor integral. Em Goiânia, o processo para carteira de categoria B, de carro, atualmente custa em torno de R$ 2.300.

Com a resolução 543/2015 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o uso do simulador passou a ser obrigatório desde 1º de janeiro de 2016. “Entretanto, Goiás foi um dos estados que resistiram até 2017 para implantar”, conta Deli Fernandes, presidente da Associação dos Centros de Formação de Condutores do Estado de Goiás (Ascefego).

Nesse contexto, os alunos deveriam passar por cinco horas/aulas no simulador. “Na época que a medida foi imposta o sistema do Detran ficou travado por 15 dias para autoescolas que não possuíam o equipamento”, relata Deli.

Ele conta que em 2016 o simulador custava cerca de R$ 45 mil. Hoje chega a R$ 59 mil. Proprietários de autoescolas que optassem por locação teriam que desembolsar R$ 27 por aula para a compra. “O prejuízo às autoescolas foi consumado na época. Tudo que começa rápido, tem grande chance de dar errado”, diz o presidente da Ascefego a respeito da resolução de obrigatoriedade.

Sobre o uso do equipamento, alunos dizem que não sentiram semelhança ao dirigir um veículo. “Talvez ajudasse para quem tem medo de dirigir. Os comandos são iguais, mas não respondem como em um carro”, relata Camila Pacheco Magri, de 20 anos, sobre a experiência. “Penso que em uma fase inicial das aulas da autoescola poderia ser útil para o aluno ter noção da sinalização”, completa.

A estudante Maria Tereza Lima concorda com Camila. “Parece um vídeogame! Para mim não acrescentou nada além de gastar com transporte indo para os locais das aulas”, diz. “Eu poderia ter usado as aulas no simulador fazendo aula no carro mesmo”, conclui a jovem.

*Larissa Lopes é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira