Eventual prorrogação

Com fim de internação, STJ deve julgar novo HC para João de Deus nesta terça (4)

Novos pedidos devem ser julgados pelo ministro Nefi Cordeiro. Prazo de internação do médium chegou ao fim neste domingo (2)

Cidades

Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 03/06/2019 às 13:20:22

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) realiza, pela primeira vez, julgamento do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, relacionado a crime sexual. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) realiza, pela primeira vez, julgamento do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, relacionado a crime sexual. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar na tarde desta terça-feira (4) dois novos pedidos de habeas corpus do médium João de Deus, de 77 anos. Apesar de não informar o teor dos pedidos, a assessoria do órgão acredita que referem-se à prorrogação da internação do réu, que terminou neste domingo (2). Ministro Nefi Cordeiro é o responsável pelo julgamento.

João de Deus foi preso no dia 16 de dezembro de 2018 acusado de abusos sexuais durante atendimentos espirituais. No dia 22 de março de 2019, ele foi encaminhado ao Instituto de Neurologia de Goiânia para tratar um aneurisma no abdômen. Em abril deste ano, o STJ prorrogou por mais dez dias o prazo de internação. Na ocasião, a unidade de saúde comunicou, por meio de nota, que o médium continuaria internado, desta vez para tratar de uma pneumonia. Após o fim do prazo, um novo pedido foi protocolado. O ministro Nefi Cordeiro atendeu à solicitação e ampliou a internação por mais 30 dias. 

O Mais Goiás tentou contato com a defesa do médium, mas as ligações não foram atendidas. O espaço continua aberto para o posicionamento dos advogados.

João de Deus é réu em nove denúncias. Na última semana, a Força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) criada para investigar crimes sexuais supostamente praticados pelo médium apresentou mais uma denúncia em que ele é acusado de praticar estupro contra seis mulheres em condição de vulnerabilidade. Os crimes teriam ocorrido em sala privativa de atendimento individual, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal. Além das denúncias de crimes sexuais, o reú é investigado por posse ilegal de armas de fogo e munição, falsidade ideológica, corrupção de testemunha e coação.