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Colégios estaduais iniciam regime de aulas não presenciais

Secretária de Educação ressalta que alunos e professores interagem pela internet para troca de conhecimento e retirada de dúvidas durante quarentena

Cerca de 80% dos colégios estaduais de Goiás deram início ao regime de aulas não presenciais nesta segunda-feira (23). De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os alunos seguirão cronograma de atividades alinhado ao previsto em currículo para cada etapa, ano e série.

De acordo com a secretária da pasta, Fátima Gavioli, uma resolução do Conselho Estadual de Educação de Goiás aprovou a manutenção das atividades pedagógicas sem a presença de alunos e professores dentro das salas de aula. Entretanto, não haverá avaliação durante esse período. Elas acontecerão apenas após o retorno das aulas presenciais.

Com isso, ainda de acordo com a titular da pasta, cada escola, juntamente com os professores, ficará responsável pela criação do conteúdo e por decidir qual ferramenta que será utilizada para propagá-lo. “As aulas não presenciais podem ser na modalidade EAD [Ensino à Distância], pelas redes sociais e com a produção de listas de atividades semanais para ser colocados no caderno do aluno”, explica.

A secretária garante que nenhum aluno sairá prejudicado, mesmo o que tiver dificuldade para manusear computadores e internet. “Estamos contato com auxílio de policiais, profissionais da saúde, motorista da Seduc para levar essas listas [de atividades semanais] até as escolas. A solidariedade é tão grande no brasileiro que, nesta manhã, eu tive a informação que uma gestora levou as listas numa padaria para os pais dos alunos buscassem. E será assim até o final dessa quarentena”, diz.

Gavioli ressalta que todas as matérias curriculares estão inclusas no processo, inclusive Educação Física. Ela também conta que 20% das aulas serão repostas. Ou seja, terão que ser ministradas fora do horário convencional, podendo ser aos sábados, feriados e até nas férias. “Essas, infelizmente, não se encaixaram de toda maneira em nosso projeto”, afirma.

A secretária explica que, nas escolas que estão impossibilitadas de implementar o regime, ficou determinado que haja a apresentação do calendário com proposta de reposição das aulas referente ao período de suspensão das atividades para o Conselho Estadual ou para o Municipal da Educação.

Gavioli diz que teve oito dias para implantar a modalidade à distância após saber do próprio governador Ronaldo Caiado (DEM) que as aulas seriam suspensas. “Estamos bem otimistas em relação a organização didática. Os professores estão repassando muito sobre o que é esse novo coronavírus e ressaltando os cuidados necessários. Nesse momento a educação ganha força e se tem uma coisa que a Educação sabe é lidar com crise”.