Eleições 2016

Cinco candidatas a vereadora em Inhumas são indiciadas por falsidade ideológica

Segundo Polícia Civil, mulheres eram 'laranjas' de partidos apenas para preencher a cota feminina prevista na legislação eleitoral




A Polícia Civil de Inhumas indiciou cinco candidatas a vereadora no município nas últimas eleições pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. Segundo o delegado responsável pelo caso, Humberto Teófilo, as mulheres não receberam nenhum voto e ainda entregaram documentos falsos na prestação de contas da campanha.

A investigação começou após a Polícia Civil receber a informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que pelo menos 15 mil candidatas mulheres obtiveram votação zero e a suspeita era de que elas teriam cometido fraude.

Em Inhumas, o inquérito instaurado revelou indícios que as mulheres foram candidatas ‘laranjas’ nas eleições deste ano com o objetivo de apenas preencher a cota feminina de 30% no pleito prevista pela legislação eleitoral. Segundo o delegado, os documentos entregues na prestação de contas continham diversas fraudes. “Uma das candidatas chegu a declarar na sua prestação de contas que contratou três cabos eleitorais. Tem candidata que recebeu gasolina durante toda a campanha e não teve nenhum voto. Teve outra que era servidora pública e tirou licença de três meses para a atividade política”, relata.

As candidatas indiciadas são: Leila Ferreira Lemes (PDT), Luciana Vasconcelos Gasparoti (PMDB), Marília Batista da Silva (PSC), Patrícia Maria de Santana (PRTB) e Gabriela Alves Pacheco (PSL).

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral que deverá julgar o caso. A pena para o crime é de 1 a cinco anos reclusão.