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Cidades goianas terão endereços corrigidos

Alterações ocorrerão primeiramente em municípios com mais de 30 mil habitantes





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Moradores de 27 cidades em todo o estado de Goiás terão, em breve, seus endereços modificados. Na lista estão, por exemplo, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Rio Verde. O trabalho é realizado por meio de uma parceria entre Correios, Ministério Público Federal e Agência Goiana dos Municípios (AGM).

A solução de inconformidades no endereçamento está em discussão desde o ano passado. Na época, os Correios criaram um Grupo Especial de Trabalho com a função de identificar os problemas e definir ações de correção. Uma das primeiras medidas do grupo foi a elaboração da cartilha intitulada Plano Diretor de Distribuição Postal. A cartilha foi enviada aos prefeitos e presidentes de câmaras municipais do Estado.

Na semana passada, a AGM assinou convênio com a empresa Geopix, que fará a reordenação dos endereços por meio de um sistema de geoprocessamento. O objetivo é solucionar problemas que dificultam a mobilidade urbana e o serviço de entrega postal, como ruas e avenidas com mesmo nome, sequência confusa e desordenada de numeração em diversos bairros, ausência de placas indicativas de endereço, tanto nas vias públicas quanto nos domicílios.

As alterações já estão ocorrendo nas cidades de Jataí, Itarumã e Quirinópolis. Em Goianésia, o sistema já foi utilizado e o trabalho concluído em 90 dias. O primeiro passo desse processo é a cartografia organizada do município para a definição do marco zero, o que é obtido por meio de um voo ou de uma imagem de satélite. A partir daí é possível dividir a cidade em setores, quadras e lotes e definir a numeração dos imóveis. No caso de Goianésia, o ponto de partida foi estabelecido entre as avenidas Goiás e Brasil e a reorganização da cidade já apresenta resultados.

Com as medidas de correção dos endereços, entre os ganhos esperados pelos Correios estão a melhoria no processo de automação (triagem, lista do carteiro e rastreamento), maior facilidade no ordenamento de objetos e nas entregas, além da possibilidade de expansão da distribuição domiciliária e maior satisfação dos clientes. Para a população, as mudanças também devem impactar positivamente na mobilidade urbana e na qualidade dos serviços públicos.

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