Do Mais Goiás

Cesta básica está R$ 15,39 mais cara em Goiânia, aponta Procon

Variação de 460% no preço do tomate foi uma das principais razões para o aumento. batata inglesa, banana e feijão também contribuíram

Prefeito de Aparecida usa salário para comprar cestas básicas
Prefeito de Aparecida usa salário para comprar cestas básicas (Foto ilustrativa: Divulgação)

Uma pesquisa realizada pelo Procon Goiânia revelou aumento de R$ 15,39 no valor da cesta básica na capital. O preço médio passou de R$ 431,06 em junho para R$ 446,45 em agosto. Levantamento, realizado entre os dias 20 e 27 de agosto, em 10 supermercados da capital, mostrou que o aumento total foi de 3,57%. Entre os itens que mais colaboraram para o aumento estão batata inglesa e tomate comum, que apresentaram variações de e 189% e 460%, respectivamente. Ao todo, foram pesquisados 29 produtos da mesma marca nos diferentes estabelecimentos.

O quilo do tomate apresentou a maior variação, de 460,20%, entre o menor e o maior preço pesquisado. O item pode custar de R$ 0,98 até R$ 5,49. Em segundo lugar, está a batata inglesa, que alcançou uma oscilação de 189,13%. O menor valor encontrado foi de R$ 1,38 e o maior de R$ 5,49.

Fiscais encontraram diferença de 150,75% no caso da banana nanica. A fruta pode ser encontrada de R$1,59 a R$ 4,99. Na banana prata foi constatada variação de 128%. O quilo tem variado de R$ 1,75 a R$ 3,99.

Segundo a pesquisa, no mês de maio a cesta básica custava R$ 454,51. Em junho apresentou uma redução de 1,81%, indo para R$ 431,06. No mês de agosto terminou com valor de R$ 446,45. Os maiores valores cobrados pela cesta básica ocorrem em São Paulo e no Rio de Janeiro. Goiânia ficou em 11° lugar na comparação de cidades que tem o menor preço da cesta.

Arroz e outras variações

O preço do arroz também apresenta grande variação na capital, de acordo com o Procon. O menor valor do produto é de R$ 20,99 e o maior R$ 25,90. O alto preço, conforme o Mais Goiás mostrou em reportagem, está diretamente relacionado ao aumento do valor cobrado pela saca; valor do dólar; a grande quantidade de exportações, além de fatores climáticos.

Assim como a grande variação encontrada no arroz, o pacote de açúcar de 5 kg também apresentou diferença e apareceu com custo médio de R$ 8,97 a R$ 10,99.

Segundo o Procon, o pacote de feijão de 1kg está custando de R$ 5,99 até R$ 9,90, oscilação de 65,28%. Já o leite pode ser encontrado nas prateleiras pelo preço de R$ 3,79 até R$ 4,29, dependendo do local onde for comprado. O pacote de café de 500g está sendo comercializado entre R$ 8,49 a R$ 9,90.

Justificativa

Ainda de acordo com o Procon, as mudanças climáticas, alta no dólar e a pandemia influenciaram no aumento do preço dos alimentos. Conforme o órgão, os produtores de feijão afirmam que um dos motivos do preço do grão ter ficado acima dos valores praticados está relacionado com a seca que ocorre no Sul do Brasil, especialmente no Paraná, principal produtor desse alimento.

Já o inverno fez o leite ficar mais caro. Segundo os produtores de leite, o aumento acontece todos os anos neste período. O frio prejudica o crescimento do pasto e para reverter essa situação, os produtores estão investindo na ração que está mais cara por conta da soja e do milho. A alta no dólar contribuiu para aumento de preço da soja e do milho.

Recomendações

Diante da variação de preços, o Procon recomenda aos consumidores a realização de pesquisas antes de adquirir qualquer produto. O órgão alerta que os valores estão sujeitos à alteração conforme a data da compra, por conta de possíveis descontos, ofertas ou promoções.

O consumidor também deve ficar atento às especificações contidas nas embalagens, como prazo de validade, composição e peso líquido do produto.