Educação

Cerca de 25 mil pessoas manifestam contra o corte de verba na educação, em Goiânia

Além disso, reforma da previdência, violência nas escolas, e defesa da educação pública e laica foram pautas levantadas no ato desta terça-feira (15) na capital


Larissa Lopes

Do Mais Goiás | Em: 15/05/2019 às 20:37:51


(Foto: Larissa Lopes/Mais Goiás)
(Foto: Larissa Lopes/Mais Goiás)

Cerca de 25 mil pessoas participaram do protesto nesta terça-feira (15) contra o corte de verba na educação pública, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), em Goiânia. Diversas cidades brasileiras realizaram manifestações. Só em Goiás, vem ocorrendo protestos em 40 municípios desde às 8 horas.

Além da defesa da educação pública, os manifestantes protestaram contra a reforma da Previdência, em defesa da educação de qualidade, laica e gratuita e contra o projeto de escola sem partido.

O ato teve início com uma assembleia geral às 13 horas na Praça Universitária, no Setor Leste Universitário. Os manifestantes se reuniram no local e de lá seguiram para a Praça Cívica, no Centro, através da Rua 10.

“Esse corte na educação atinge além das faculdades. Atinge hospitais, a sociedade de forma geral. Acaba com anos de pesquisa, as quais têm projetos importantes, como por exemplo uma vacina que vem sendo desenvolvida aqui na federal”, argumenta a estudante de direito de uma universidade privada goianiense, Narúbia Marques.

O farmacêutico e atual estudante de educação física, ambas graduações pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Marco Antônio Marques completa que o público da manifestação era composto por grupos diversos, partidários ou não, inclusive pessoas com ideologia de direita. “Porque a pauta maior é a educação. Lutamos para garantir a manutenção das faculdades e ensino de qualidade”, explica.

Diversos professores participaram do ato. “Não podemos ficar quietos e calados como se o que estão dizendo da educação brasileira e universidades fosse aceitável”, diz a diretora da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG, Angelita Lima. “As universidades federais são as maiores produtoras de pesquisa no país, os investimentos estão sendo cortados, e as políticas de pesquisa, extensão e a própria sala de aula da graduação estão sendo comprometidos”, argumenta. “Esse é o momento de juntarmos forças para alterar esse quadro”, finaliza.

*Larissa Lopes é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo