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CEO da Fiat pede que consumidores não comprem modelo elétrico da marca

Sergio Marchionne diz que a Fiat tem prejuízo de US$ 14.000 a cada 500e, versão elétrica do 500, vendido

Durante uma conferência em Washington na última semana, o CEO da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, pediu aos seus potenciais consumidores que não comprarem a versão elétrica do Fiat 500.

O apelo inusitado se deve ao prejuízo que o carro dá à montadora italiana. Segundo reportagem da Reuters, Marchionne disse que espera vender o mínimo necessário de carros elétricos, já que tirá-los de linha não é possível por causa de uma lei federal dos Estados Unidos que obriga os fabricantes venderem a versão.

“Eu espero que vocês não o comprem, porque cada venda me custa US$ 14.000”, disse o CEO para a plateia, se referindo ao 500e. “Estou sendo honesto o suficiente para pedir isso.”

O Fiat 500 movido à gasolina é vendido nos Estados Unidos por um preço inicial de US$ 17.300, incluindo taxas de entrega, enquanto sua versão elétrica, 500e, custa a partir de US$ 32.650, sem incluir os tributos. Os consumidores não estão dispostos a pagar por um preço que cubra os custos da Fiat para fabricá-los, por isso o pedido.

Até abril, a montadora vendeu 11.514 500 nos Estados Unidos, o que representa uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. A marca, no entanto, não comentou as vendas do modelo elétrico.

“Vamos vender o mínimo que precisarmos vender e nem mais um” disse Marchionne sobre 500e. Ele afirmou ainda que a única montadora que ganha com a venda de carros elétricos é a Tesla Motors, porque o preço do Model S sedan é alto e compensa o custo da produção.