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Cenário da Covid-19 em Aparecida preocupa comerciantes

Município pode voltar ao cenário amarelo na próxima semana. Há receio de que possa ir a cenário laranja

Macrozona / Cidade Livre (Foto: Wigor Vieira)

Com avanço do número de contaminações registrado nas últimas semanas, comerciantes de Aparecida de Goiânia ligam o alerta para a possibilidade de retorno a cenários de maior restrição no modelo de escalonamento adotado na cidade. A própria prefeitura cogita a possibilidade de retorno ao cenário amarelo — com um fechamentos por macrozona de segunda a sexta e outro aos domingos para todas as regiões — na próxima semana. Há possibilidade até de adoção do cenário laranja, ainda mais restritivo.

A tendência é que a definição das medidas a serem adotadas aconteça na reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 marcada para a próxima semana, ainda sem data definida. No entanto, a avaliação interna dentro do próprio comitê é que o mapa de calor já está em cenário amarelo, mesmo o município adotando o modelo menos restritivo do escalonamento por macrozonas.

O receio é que, com o feriado prolongado de Corpus Christi, haja maior número de contaminações avance ainda mais, levando para a necessidade de adoção do cenário laranja, considerado de risco alto, em que cada macrozona fecha duas vezes de segunda a sexta-feira e todas fecham aos sábados a partir das 13h aos domingos. Atualmente cada macrozona fecha uma vez durante a semana, sem fechamentos nos fins de semana.

Para se ter uma ideia, a ocupação dos leitos subiu substancialmente nas últimas semanas. Nesta sexta-feira (4), os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública está em 67%. No dia 20 de maio estava em 33%.

Além do avanço das contaminações, há a preocupação com a cepa indiana que já chegou ao país. O comitê já cogitou a adoção de barreiras sanitárias em alguns corredores de Aparecida, principalmente aqueles que ligam ao aeroporto de Goiânia, rodoviária e BR-153, mas a solução esbarrada na dificuldade de operacionalidade.

Preocupação

O cenário preocupa os comerciantes. Um pequeno empresário do Jardim Maranata, que consta na Macrozona Alto Paraíso, afirma que a redução de receita foi grande durante o último ano. Com o cenário incerto pode correr o risco de fechar. “Colegas meus já viraram autônomos. Tinham lojas e agora viraram vendedores”, avalia.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (Acirlag), Maione Padeiro, aponta que a preocupação é geral, sobretudo em setores já desgastados com a pandemia, como bares, restaurantes e ligados a eventos. Mas lembra que pequenos comércios, como salões de beleza, barbearia, assistência de celular, também sofrem diretamente com o maior número de restrições.

“Vemos preocupação do secretário Alessandro Magalhães. Por isso pedimos para os colegas comerciantes que ajudem e sigam os protocolos da melhor maneira possível”, alerta.