Cidades

Caso Pedro Henrique: militar vai a júri popular

O réu será julgado por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.




O juiz da 2ª Vara Criminal de Goiânia, Antônio Fernandes de Oliveira, mandou a júri popular, na segunda-feira (15/09), o policial militar Gevane Cardoso da Silva, acusado de ter matado o bacharel em Direito Pedro Henrique de Queiroz em 7 de setembro de 2008, em Goiânia.

Na mesma sentença, o magistrado impronunciou Marcelo Sérgio dos Santos, também militar e igualmente acusado do crime, por entender que ele não instigou o colega em atirar na direção do veículo que era conduzido pela vítima. O réu será julgado por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) no dia dos fatos, Pedro Henrique estava com sua esposa e o filho de 7 meses em um veículo dirigido por um amigo do casal. Eles se dirigiam para o próprio apartamento, no Setor Jardim América, quando o condutor percebeu que havia errado o caminho e parou o carro bruscamente.

Na ocasião, os dois policiais, que estavam cumprindo escala na Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) em uma ocorrência de trânsito no mesmo setor, foram surpreendidos pela manobra e partiram em direção ao carro. Sem qualquer determinação para que o veículo fosse parado, Gevane sacou a arma e desferiu um tiro que atingiu Pedro Henrique de maneira fatal. Eles não prestaram nenhum tipo de socorro ou assistência à vítima.