Do Mais Goiás

Caso Henry: Jairinho passa mal e é atendido em UPA de presídio

O médico e vereador foi atendido no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro

Jairinho é indiciado por tortura contra filha de ex-namorada
(Foto: Érica Martin/Estadão Conteúdo)

O médico e político Dr. Jairinho (Solidariedade) precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento [UPA] do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, após passar mal. O vereador solicitou ajuda na tarde da última sexta-feira (9).

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o parlamentar foi medicado e passa bem. Dr. Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, passarão os primeiros 14 dias de detenção em isolamento, por causa da covid-19.

Na última quinta-feira (8) os dois foram presos acusados de envolvimento na morte de Henry, que tinha 4 anos.

Conforme publicação do UOL, a defesa do vereador e da professora afirmou que já entrou com um pedido de habeas corpus. Segundo o advogado André França Barreto “não havia motivos suficientes para a prisão”.

Dr. Jairinho é suspeito de agredir Henry Borel e Monique Medeiros sabia das agressões, mas em depoimento protegeu o namorado. É de conhecimento da polícia que, cerca de um mês antes da morte do garoto, Henry foi agredido pelo pelo político, também com o conhecimento de Monique.

O menino Henry Borel Medeiros contou que sofria maus tratos durante uma chamada de vídeo com o pai, Leniel Borel, a avó materna, Rosângela Medeiros, e a babá, Thayná de Oliveira, cinco dias antes de seu assassinato.

“O tio me machuca”, disse o garoto na chamada do dia 3 de março, se referindo ao padrasto, o médico e vereador afastado Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

Jairinho e Monique Medeiros serão investigados por homicídio doloso duplamente qualificado —por emprego de tortura e pela impossibilidade de defesa da vítima.

*Com informações do UOL