Justiça

Caseiro de Amado Batista é denunciado pelo MP-GO

O homem segue preso em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia.





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O caseiro Júnior Gomes de Oliveira Rocha, de 32 anos, foi denunciado, nesta segunda-feira (06), pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO) preso suspeito de matar a mulher, Josiana Agostinho da Rocha Oliveira, de 30, em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. O crime ocorreu no último dia 19 de marco na fazenda do cantor Amado Batista, onde o homem trabalhava. Júnior segue preso em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia.

Segundo apontado na denúncia, o casal, que estava junto há cerca de sete anos e morava no sítio, localizado na zona rural de Goianápolis, havia passado o dia todo bebendo e, ao final da tarde, teve uma discussão. Irritada, Josiana disse que iria embora e levaria a motocicleta do casal.

Júnior Rocha alegou que não aceitaria a separação nem que a companheira levasse a moto. No entanto, ele se ofereceu para levar Josiana até a estrada (BR-060) para que ela pegasse carona. Contudo, durante o trajeto, eles voltaram a discutir e iniciaram as agressões físicas contra a vítima.

Segundo apurado, Júnior Rocha deu um soco no rosto da mulher e, antes que ela conseguisse se levantar, a estrangulou, dando-lhe uma gravata. Em seguida, pegou a vítima, colocou novamente sobre a moto e, ao passar sobre um mata-burro, a vítima caiu do veículo e bateu a cabeça no chão. Pouco depois, ele escondeu o corpo em um matagal, à beira da estrada.

Posteriormente, o acusado foi na chácara ao lado daquela em que trabalhava e pediu ajuda ao caseiro da propriedade para que emprestasse seu carro, alegando que levaria a mulher à rodoviária. Apesar de não emprestar o veículo, o vizinho consentiu em levá-los. Diante do nervosismo de Júnior, o caseiro questionou o motivo pelo qual ele estava tão exaltado, ouvindo do denunciado que havia matado a esposa.

O vizinho então apavorou-se e perguntou novamente se não seria possível pedir ajuda do Samu para tentar socorrer a vítima, mas Júnior afirmou que ela estava morta e pediu ajuda para jogar o corpo da mulher em um lugar longe, onde ninguém pudesse encontrá-lo. Com a recusa, o denunciado ocultou o cadáver da vítima em um matagal na lateral da estrada, voltou para casa, tomou banho e dormiu.

De acordo com o promotor, “o motivo que levou o denunciado a praticar o crime, com tanta crueldade, foi exatamente o fato de não aceitar o fim do relacionamento amoroso e por não querer ceder a motocicleta pertencente ao casal à mulher”. Dessa forma, Júnior Rocha foi denunciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por ser crime contra mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, incluído pela Lei nº 13.104, de 2015. Atualmente o denunciado está recolhido no presídio de Anápolis.