Aulus Rincon
Do Mais Goiás

Casal é preso suspeito de executar adolescente perto de Rio Quente

Corpo de Alice Cardoso do Nascimento, de 16 anos, foi encontrado na tarde de 14 de novembro do ano passado

Fabrício Barboza e Débora Paola do Nascimento, presos por suspeita de homicídio de vítima de Caldas Novas (Foto: Polícia Civil)
Fabrício Barboza e Débora Paola do Nascimento, presos por suspeita de homicídio de vítima de Caldas Novas (Foto: Polícia Civil)

Fabrício Barboza, de 26 anos, e Débora Paola Ribeiro, de 21 anos, foram apresentados pela Polícia Civil nesta terça-feira (19) à imprensa como suspeitos pela execução de uma adolescente que morava em Caldas Novas. De acordo com as investigações, o assassinato teria como motivação um acerto de contas entre traficantes de drogas.

O corpo de Alice Cardoso do Nascimento, de 16 anos, foi encontrado na tarde de 14 de novembro do ano passado em uma área de mata, às margens da GO-443, na divisa de Marzagão, com Rio Quente. Ao lado do corpo, a polícia encontrou seis cápsulas de pistola calibre Nove Milímetros.

Após trabalho em conjunto, realizado por equipes da Delegacia de Caldas Novas, e da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), descobriu-se que a adolescente foi vítima de uma emboscada. Segundo as investigações, Débora e Fabrício convidaram Alice para uma festa em uma chácara, mas, no meio do caminho, a executaram a tiros.

Quando preso no final de semana em Caldas Novas, Fabrício negou qualquer participação no crime, mas acabou sendo delatado por Débora, que, localizada em Goianésia, deu detalhes de toda a trama, e afirmou que eles tiraram a vida da adolescente porque ela pertencia a uma facção criminosa rival. A DIH e a Delegacia de Caldas Novas divulgaram nomes e imagens do casal porque acreditam que eles possam estar envolvidos em outros crimes ocorridos em Goiás.

Segundo a Polícia Civil, a divulgação da imagem e identificação dos presos foi precedida nos termos da Lei n.º 13.869, Portaria n.º 02/2020 – PC, despacho do delegado titular da DIH, nº 000010828006 e Despacho DIH/DGPC- 09555 dos responsáveis pela prisão, especialmente porque visa a identificação de eventuais crimes outros cometidos pelos suspeitos, bem como o surgimento de novas testemunhas.