Casal acusa espaço de eventos de se recusar a fazer casamento LGBTQI em Aparecida

Atendente de espaço de eventos localizado no Setor Expansul teria dito que o foco do estabelecimento não seria casamento LGBTQI

Casal denuncia espaço por homofobia e recusa em fazer casamento LGBTQI em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução)
Casal denuncia espaço por homofobia e recusa em fazer casamento LGBTQI em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução)

Um casal denuncia um espaço de eventos por recusa de celebração de casamento LGBTQI, em Aparecida de Goiânia. A atendente teria dito pelo WhatsApp que o evento não seria “o foco” do estabelecimento.

A analista de comunicação, de 26 anos, diz que entrou em contato com o espaço Villa di Lucca, em Aparecida de Goiânia, para orçamento de casamento, e quando perguntou se já tinham feito algum casamento lgbt eles responderam que sim, porém que não era o foco.

Ao insistir em uma resposta, a conta do espaço no WhatssApp teria bloqueado a mulher, familiares e amigos. Ela ainda teria sido bloqueada no Instagram após cobrar novamente por resposta.

Após o bloqueio e a falta de respostas, a analista de comunicação fez um post no Instagram em forma de reels para falar sobre o acontecido, que acabou viralizando. Ela acusa a atendente de homofobia.

Conversa pelo WhatsApp

Conversa pelo WhatsApp mostra homofobia em Aparecia de Goiânia (Foto: Reprodução)

Recusa de casamento LGBTQI em Aparecida de Goiânia

“Antes de marcar um horário e tudo mais, gostaria de saber… Vocês já fizeram algum casamento lgbt”, indaga a mulher.

“Já sim, mas te agradeço que (sic) não é foco! Obrigado”, responde a atendente.

“Como assim? O foco não é eventos? Gostaria de prosseguir com o orçamento”, continua a analista de comunicação. No entanto, não recebe resposta.

A analista de comunicação diz que após a postagem recebeu comentários negativos e pessoas que compactuaram com discursos homofóbicos. Sendo assim, não iria dar mais entrevistas.

Ela deve seguir com denúncia judicial e formal.

Procurado pelo Mais Goiás, os representantes do espaço não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento da matéria. O espaço continua aberto para a livre manifestação.