Candidata do PCB ao Senado defende direito das mulheres

Magda Borges levanta a bandeira da legalização do aborto e de um novo estilo de educação sexual


Bárbara Zaiden
Do Mais Goiás | Em: 16/09/2018 às 18:32:02

A candidata defende um novo procedimento educacional e a atenção à saúde da mulher (Foto: reprodução)
A candidata defende um novo procedimento educacional e a atenção à saúde da mulher (Foto: reprodução)

Professora Magda Borges concorre ao Senado Federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Goiás e traz uma candidatura focada no direito das mulheres. Entre as suas bandeiras estão a defesa por saúde de qualidade, que inclua acesso a métodos contraceptivos, direito à licença-maternidade e ao aleitamento materno.

“A gente precisa colocar essas pautas em decisão. Há um conservadorismo que não só cresce, mas se transforma, se renova. Vivemos um processo de apagamento da imagem feminina”, defende a professora.

Magda defende a legalização do aborto e cita as mulheres que morrem ou têm a saúde prejudicada em procedimentos ilegais. Questionada se isso pode acarretar uma impopularidade, considerando o crescente apoio a candidatos e propostas conservadoras por todo o País, a candidata mantém a defesa da bandeira e vai além, falando em diversidade sexual.

Ela defende um novo tipo de processo educativo: “uma educação sexual não sexista, não misógina e não apenas do ponto de vista biologicista. É preciso desenvolver uma consciência sexual não oprimida e opressora, uma consciência sexual não violenta, mas que respeite as manifestações da diversidade sexual”, explica.

Magda ainda cita as relações de trabalho e a valorização nas funções exercidas no mercado de trabalho. “Nós precisamos mudar a realidade da mulher no trabalho. A mulher é inferiorizada e infantilizada nos espaços que ela ocupa. A bandeira prioritária da nossa campanha para o senado são as mulheres trabalhadoras”, resume.

Outras candidatas

Uma das críticas da professora é a falta de foco das candidatas de Goiás às demandas das mulheres. “Não basta eleger mulher. Se bastasse, estaríamos em outro patamar. Na maioria das vezes, essas mulheres nem sempre estão levando bandeiras de interesse, de fato, das mulheres. E das mulheres trabalhadoras”, critica.

A candidata cita, sem receios, o nome da oponente, Lúcia Vânia (PSB). “Temos uma candidata que está tentando renovar sua cadeira, que nos 16 anos de mandato trabalhou contra as mulheres de Goiás. Estou falando de Lúcia Vânia, sim. Temos que dar nomes aos que tem atacado as nossas classes”, aponta.

Para justificar os ataques, Magda cita alguns exemplos: o voto da senadora a favor da Reforma Trabalhista. Uma das alterações é na regra do aleitamento materno. Agora, o horário e o período das pausas terão que ser negociados diretamente entre a mãe e o empregador. Outros exemplos são o voto da senadora em favor da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da Emenda Constitucional (EC) 95, que determina um limite de gastos para áreas como educação, saúde e cultura pelos próximos 20 anos.

E a professora vai além nas críticas: “Qualquer candidato que apareça com propostas fácies, são mentirosas. Porque todas as mudanças requerem, principalmente, a anulação das reformas que foram feitas recentemente”, finaliza.