CONTINUA REMOTO

Caiado diz que aulas presenciais só devem voltar quando houver vacina

Secretária de Educação já havia dito que escolas particulares poderiam retomar ensino presencial esse ano


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 23/09/2020 às 16:42:10

Foto: Reprodução
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O governador Ronaldo Caiado (DEM) reafirmou que não pretende promover o retorno às aulas presenciais antes que haja uma vacina. A manifestação foi feita em coletiva do lançamento do Programa Bolsa Conectividade da Universidade Federal de Goiás (UEG), nesta quarta-feira (23).

Vale lembrar que, anteriormente, a secretária de Educação Fátima Gavioli disse, em entrevista à Rádio CBN, que aulas presenciais na rede privada poderiam retornar em Goiás, ainda neste ano. O intuito seria a volta com lotação de apenas 30% da capacidade, com prioridade aos alunos não tiveram acesso às aulas online durante a pandemia do novo coronavírus.

Caiado, por sua vez, afirmou: “Ainda não temos controle de convencer as crianças que preservem a distância, que tenham nível de percepção que o não uso da máscara pode contaminar outras pessoas. Não vejo, nesse momento nenhum espaço para voltar.”

Ferramentas substitutivas

Segundo ele, o que pode ser feito é o esforço para gerar ferramentas substitutivas. “Podem não ter a mesma eficiência que o presencial, mas existe uma convergência de ações nesse sentido. As crianças estão sendo monitoradas. A ausência de aulas é protetivas à saúde.” Ele lembrou, também, que alguns Estados que avançaram nesse sentido tiveram que recuar.

Do ponto de vista de universidades, ele admite que poderia haver um redimensionamento com a seleção de presentes e remotos. Mas seria, segundo ele, uma seleção discriminatória, o que poderia gerar dificuldade.

Sobre escolas particulares, Caiado reforçou que o Estado não está em uma fase da pandemia que permitam aglomeração e exposição a risco de disseminação do vírus. Ele lembra que o quadro está se estabilizando, mas não há declínio significativo da contaminação. “A ocupação dos leitos na estrutura de governo mantém um patamar de 80% a 84% há mais de 40 dias, o que é sinal de circulação do vírus.”

Por fim, ele diz, mais uma vez, que não vê como prudente o retorno às aulas nesse momento. “Atitude que amanhã poderá expor não professores, como nossas que crianças, que tem um maior potencial de contaminação.”

COE

A fala de Fátima sobre o retorno foi baseada em uma reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde (COE). O encontro ocorreu na terça-feira (22).

Contudo, Ismael Alexandrino, secretário de Saúde, afirmou que a discussão permanece no COE e não há nada definido. Segundo ele, os debates têm ocorrido nessa proporcionalidade (30% de retorno) para estudantes com mais idade, a partir do ensino médio.

“Mas está tudo está no campo da discussão. Enquanto não tem vacina, fica difícil de imaginar sala de aula”, declarou.