Cidades

Cadela pitbull é resgatada com sinais de maus-tratos em Jataí

Animal vivia em um corredor úmido cercado por lixo, fezes, urina e esgoto. Cadela foi adotada pela escrivã da PC


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 21/08/2018 às 17:29:34


Animal foi adotado pela escrivã da PC (Foto: Divulgação/PC)
Animal foi adotado pela escrivã da PC (Foto: Divulgação/PC)

Um cadela, da raça pitbull, com sinais de maus-tratos foi resgatada  por policiais civis (PCs) em Jataí, a 321 quilômetros de Goiânia. A fêmea, chamada de Serena, vivia em condições insalubres e estava com a saúde debilitada.

Segundo a escrivã Deborah de Araújo de Paula, a PC recebeu a denúncia na última sexta-feira (17) por meio de vídeo o qual mostrava a cadela em um corredor sujo. Em diligência realizada no sábado (18), foi constatado que o animal vivia em um ambiente pequeno, cercada por fezes e lixo.

“O lugar também era úmido e frio. Tanto que ela apresentava feridas nas patinhas decorrente de fungos que estão presentes no local. O espaço ainda era afetado por esgoto, além de apresentar odor de urina muito forte”, destaca.

Segundo a escrivã, a proprietária afirmou que a cadela estava na casa há três anos e negou o fato do animal permanecer preso por longos períodos. “O local tinha um portão para ter certeza que o animal não fugisse e recebemos os vídeos e fotos feitas durante dias e que mostravam que a cachorra vivia naquele espaço”, ressalta.

Serena ainda apresentava feridas na região do pescoço, provocadas por coleiras, excesso de carrapatos e sobrepeso. Ao ser questionada sobre a vivência do animal, a mulher disse realizar passeios com a cachorra, mas não soube precisar onde estava a coleira para que o animal fosse conduzido à delegacia.

A proprietária ainda alegou que a vacinação do bicho estava em dias, mas também não localizou o documento na residência. A mulher foi encaminhada para a delegacia onde recebeu autuação no artigo 32 da lei ambiental n° 9605, que versa  sobre a prática de maus tratos. Pela lei, ela poderá pagar pena de três meses a um ano de reclusão, além de multa.

O animal foi adotado de forma provisória pela escrivã a qual tomou medidas sobre a saúde do animal. “Agora ela está em um espaço maior e se alimentando melhor, com condições adequadas para não ficar doente”, afirma.

Corredor aonde estava presa o animal (Foto: Divulgação/ PC)