Ditadura

Bolsonaro diz que não mandou comemorar golpe, mas ‘rememorar’ e ‘rever’ erros e acertos

Porta-voz da Presidência disse, na segunda-feira, que o presidente determinou que o Ministério da Defesa fizesse "comemorações" no aniversário da data


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 28/03/2019 às 14:40:44

O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade comemorativa do 211º Aniversário da Justiça Militar da União (Foto: Divulgação/PR)
O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade comemorativa do 211º Aniversário da Justiça Militar da União (Foto: Divulgação/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não determinou que os quartéis comemorassem o golpe militar de 1964 , que completa 55 anos no próximo domingo, dia 31 de março. Segundo ele, a ordem para as Forças Armadas foi para “rememorar” e “rever o que está certo e o que está errado” no período.

Na última segunda-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse à imprensa que Bolsonaro determinou que o Ministério da Defesa fizesse “as comemorações devidas” no aniversário da data, que iniciou um período de 21 anos de ditadura, entre 1964 e 1985.

–  Não foi comemorar. (Foi) rememorar, rever o que está errado, o que está certo e usar isso para o bem do Brasil no futuro.

Bolsonaro comparou a ditadura a um casamento com problema. Segundo ele, quando um casal resolve se perdoar, não é “para voltar naquele assunto do passado que houve um mal entendido.”

– A Lei da Anistia tá aí e aí valeu para todos. Inclusive o governo militar da (época da) Anistia fez com que ela fosse ampla, geral e irrestrita. E alguns setores dentro do parlamento não queriam que certas pessoas voltassem a Brasília porque atrapalhariam seus projetos. Lei da Anistia, vamos respeitar.