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Christopher Nolan sai da Warner Bros e escolhe Universal para seu próximo filme

Desde "Insônia" (2002), a Warner era o estúdio responsável pela produção e distribuição dos filmes de Nolan

(Foto: Reprodução/Kirk McKoy-Los Angeles Times)

Pela primeira vez desde seu filme “Amnésia” de 2001, o cineasta Christopher Nolan fará um filme que não será distribuído pela Warner Bros. Por prazo, a Universal Pictures detém os direitos para financiar e distribuir o próximo longa de Nolan, que se concentrará no papel de J. Robert Oppenheimer no desenvolvimento da bomba atômica. O próprio Nolan escreveu o roteiro e vai dirigir, e com a Universal saindo vitoriosa, o filme agora tem luz verde com o objetivo de iniciar a produção no primeiro trimestre de 2022.

Desde a “Insônia”, os filmes de Nolan foram parcialmente distribuídos pela Warner Bros. Mesmo quando Nolan assinou contrato para fazer o projeto “Interstellar” da Paramount Pictures, ele garantiu que a Warner Bros. fizesse parte como distribuidora internacional. Mas tudo mudou com a decisão da Warner de lançar seus filmes de 2021 simultaneamente no cinema e em seu serviço de streaming HBO Max. Quando a mudança foi anunciada, Nolan não mediu palavras, ficando especialmente ofendido com a decisão da empresa de não contar a nenhum de seus cineastas antes de anunciar a decisão. Ele ainda chamou o HBO Max de “o pior serviço de streaming” e foi o motivo que o fez encerrar a parceria.

De acordo com o Deadline, os estúdios Universal, MGM e Sony Pictures foram os candidatos finais a financiar e distribuir este novo filme da Segunda Guerra Mundial, mas não a Warner Bros. Claramente Nolan ainda está irritado com a decisão do estúdio, apesar do fato de que a Warner Bros. vai sair debaixo do controle corporativo da AT&T e eles já deixaram claro que, em 2022, os filmes estarão nos cinemas por no mínimo 45 dias antes de serem lançado no HBO Max.

E enquanto alguns podem dizer: “Espere um minuto, a Universal não tem Peacock?” o estúdio evitou jogar a maior parte de seus filmes no serviço de streaming da NBCUniversal. Por exemplo, “Velozes e Furiosos 9” chegou aos cinemas em junho e ainda não está sendo exibido no Peacock, depois de ter passado por uma longa temporada exclusiva nos cinemas. Sem dúvida, uma estipulação do acordo de Nolan com a Universal garante uma exibição exclusiva no cinema.

Seja qual for o caso, é o fim de uma era. A Warner Bros. tem uma longa reputação como um estúdio amigável para cineastas, tendo sido leal a diretores como Nolan e Clint Eastwood no passado. Será interessante ver como a Universal lidará com o próximo filme de Nolan.