Intimidação?

No twitter, Bolsonaro manda recado a governadores que não acatarem seu decreto

Documento presidencial libera academias, salões e academias para funcionarem. Caiado é contra


Tainá Borela
Do Mais Goiás | Em: 12/05/2020 às 18:51:36

(Foto: divulgação/Governo)
(Foto: divulgação/Governo)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou sua conta no Twitter, no início da tarde desta terça-feira (12), para criticar os governadores que não cumprirão o Decreto presidencial nº 10.344/2020. O texto do documento inclui os salões de beleza, barbearias e academias entre as atividades essenciais que não devem ser fechadas durante a epidemia do coronavírus no país.

Na publicação, Bolsonaro escreveu que os governadores que não concordarem com o decreto podem entrar com ações na Justiça ou entrar com Projeto de Decreto Legislativo. O presidente diz ainda que quem é contrário ao documento afronta o estado democrático de direito. “O afrontar o Estado democrático de direito é o pior caminho, aflora o indesejável autoritarismo no Brasil.”

Sem citar o aumento considerável dos números de infectados e mortos no país, que já chega quase aos 12 mil, Bolsonaro disse ainda que a intenção de seu decreto é atender os brasileiros que desejam voltar ao trabalho, “levar saúde e renda à população”, finaliza.

(Foto: Reprodução/Twitter Jair Bolsonaro)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), é um dos governadores que vai na contramão do presidente. Caiado vai voltar a endurecer o isolamento social nesta semana após o aumento de casos no Estado. O isolamento social em Goiás é, atualmente, um dos piores do Brasil. No novo decreto estadual, apenas setores da saúde e da alimentação terão autorização para funcionar nas cidades mais atingidas pela doença, a exemplo de Goiânia.

As novas medidas de combate ao coronavírus adotadas pelo governo estadual serão publicadas no Diário Oficial ainda hoje (terça) ou, no mais tardar, na manhã desta quarta-feira. Caiado afirmou em entrevista mais cedo que apenas as áreas essenciais, saúde e alimentação, serão liberadas.

Como já informou o MG, não valerá, em Goiás, o ato do presidente Jair Bolsonaro que classificou como atividades essenciais os serviços de barbearia, academias e salões de beleza.


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