Política

Alinhado com Caiado, Lissauer afirma que precisa unir forças para fazer os ajustes necessários para Goiás

Pessebista iniciou o primeiro ano à frente da Alego fazendo duras críticas ao governo, mas tom diminuiu com o passar do tempo


Tainá Borela
Do Mais Goiás | Em: 22/01/2020 às 18:09:01

Presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, e o governador Ronaldo Caiado (Foto: Samuel Straioto)
Presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, e o governador Ronaldo Caiado (Foto: Samuel Straioto)

No início de seu mandato como presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), no ano passado, o deputado estadual Lissauer Vieira (PSB) fez, por várias vezes, críticas às ações do governo de Ronaldo Caiado (DEM). Mas, ao longo de 2019, o tom diminuiu e o pessebista encerrou o primeiro ano de mandato sendo uma peça chave do governo nas articulações com a base e com a oposição Alego.

Ao blog Poder em Jogo, Lissauer afirmou que hoje a sua aproximação com Caiado não é só administrativa, mas é política também. “Tenho andado muito com ele para trabalhar por Goiás e essa aproximação administrativa também leva à proximidade política”, revelou.

Sem falar o nome do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o presidente do Legislativo disse que depois de quase dez anos de déficit nas contas do Estado, Caiado está tendo “coragem” para enfrentar o problema. “Goiás vem de uma queda de déficit financeiro desde 2011. Não foram feitos ajustes necessários durante esse tempo. Agora precisamos unir as forças para resolver isso”, defendeu.

Outro elogio de Lissauer ao governador foi quanto à transparência da gestão caiadista. “Caiado não vende um Estado lindo e maravilhoso. Não é essa a nossa realidade. Ele é transparente e está tendo coragem”, elogiou. Questionado sobre as críticas que já fez ao democrata no passado, Lissauer disse que foram críticas para colaborar e não para colocar “pedras” nas ações do governo. “Não podemos fazer uma batalha entre os Poderes. Quem perde é o povo”, justificou.

Sobre a conduta que seguirá neste ano nos trabalhos da Assembleia, o pessebista disse que a sua gestão é feita para os 41 deputados, sem privilegiar grupos. “O tratamento para todos os deputados é igual, independente do grupo em que estão. E nossa missão é dar condição aos parlamentares para atender suas bases.”


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