Comer, já foi um prazer, agora é um desafio


mgadmin
Do Mais Goiás | Em: 23/08/2016 às 19:27:15


Parece não ser um assunto de urgência ou algo que se pareça com o famoso“mimimi”, mas o simples ato de comer se tornou um desafio quase olímpico, poderíamos assim definir.

Não, não falamos aqui sobre o comer o pastel frito de feira, a coca cola gelada, sorvete de chocolate, pudim de leite condensado, tomar a boa e velha cerveja e demais guloseimas. Isso sabemos que é letal, ainda que o prazer que cada um deles traz seja indescritível.

Falo sobre o medo de comer tomate, por exemplo. Tomate? É ! Ao comer o tomate você se lembra de que ele tem agrotóxico e que deveria comer o orgânico. O ovo que ate tempos atrás era o malvado da história agora é bonzinho, mas tem que ser caipira!

Suco, como era bom tomar suco. Uma opção muito melhor que o refrigerante. Suco natural obvio, mas já não é mais. Suco agora esta do lado negro da força, se quiser coma a fruta, frutas vermelhas de preferência. Laranja tem muito açúcar.

Mas o morango não leva muito agrotóxico também? E agora? Difícil mesmo é dar adeus à mandioca, que sim sabemos, é carboidrato. Mas isso não faz com que ela deixe de ser o que ela sempre foi, deliciosa.

Coma castanhas, mas não muito nem todas. E a descoberta de que amendoim também não era um bom menino, foi assustadora. Arroz e feijão, a dupla que é a cara do brasileiro, já era.

Leite ? Corra léguas se alguém trouxer aquela caneca com leite quente. É perigoso. Sobrou o que é verde, mas lembre-se orgânico, integral e transcendental. Falando em integral, esqueça o pão ele apenas te enganou a vida toda com aquela maciez.

Brincadeiras e ironias a parte, comer não é mais algo simples e a infinidade de informações disponíveis na maioria das vezes ao invés de ajudar, atrapalham. A cada refeição a dúvida se aquele alimento não vai te causar alguma doença a curto ou médio prazo é uma constante.

Nesse jogo de não pode e não deve, vivemos o dilema entre o que comer pra não adoecer e o adoecer por não saber o que comer. E agora ?


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