Política

STF decreta: lei é bula no país

No desfecho do impeachment, um problema jurídico e outro político. A Constituição virou bula, segue quem quer. E o PT, com o acordo final, assinou embaixo do decreto de golpe.


mgadmin
Do Mais Goiás | Em: 01/09/2016 às 06:03:16


A teoria do consenso voltou a funcionar no desfecho do processo de impeachment. Com aval dos presidentes do Congresso e do STF, a Constituição virou bula de remédio. Segue quem quiser. Quem puder, que a use da maneira que for mais conveniente. É o desfecho de um processo que foi um pouquinho jurídico, muito político e totalmente teatral.

Dilma Rousseff cometeu crimes para merecer o afastamento? Não. O alegado no processo é o que existia para cumprir o rito. Comandanto do governo com o maior esquema de corrupção da história do país, caiu por decretos orçamentários, pedaladas… E, claro, incompetência política.

Foi golpe? Claro que não. Seria o único golpe do mundo, com aval das autoridades dos três poderes constituídos no país.

Dito isso, cassar Dilma mantendo seus direitos políticos é uma piada. É a sentença que condena, acima de tudo o PT, o partido que denunciou o tal golpe e os seus comandantes, que seriam Eduardo Cunha e Michel Temer. Com o acordo para preservar os direitos de Dilma, o PT perdeu toda a argumentação. Assinou embaixo da sentença. De quebra, já anunciou a salvação de Cunha.

Este é o país que nasceu neste setembro, sob o comando de Temer. O país do jeitinho e da maracutaia. Pode ser diferente? Pode, mas é difícil acreditar em qualquer mudança.


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