ACREÚNA

Sobrinho de Lissauer disputa eleição com apoio de Caiado

Adélio Prado é agrônomo, tem 26 anos e foi chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Agricultura


Alexandre Bittencourt
Do Mais Goiás | Em: 13/07/2020 às 13:31:11

Adélio Prado, pré-candidato do DEM a prefeito de Acreúna (Foto: Arquivo Pessoal)
Adélio Prado, pré-candidato do DEM a prefeito de Acreúna (Foto: Arquivo Pessoal)

Não é apenas o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, que desfrutará do privilégio de ter o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), e do governador Ronaldo Caiado (DEM) nesta eleição. Na mesma situação encontra-se Adélio Prado (DEM), um agrônomo de 26 anos que disputará a prefeitura de Acreúna. 

Adélio era chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Agricultura até o começo do ano. Além de contar com Lissauer e Caiado em suas fileiras, o agrônomo também terá, ao seu lado, o prefeito Edmar Neto, que é do PSDB. Ele não crê que possa enfrentar desgastes por ser do DEM e caminhar com um político que cumpriu um mandato todo de prefeito pelo partido do ex-governador Marconi Perillo. 

“Eleitores não olham para esta questão de partido. O que importa são as pessoas. Além disso, o prefeito já disse que deixará o PSDB”, afirma Adélio, que, é claro, elogia a gestão de Edmar. 

O pedigree do pré-candidato do DEM vai além do parentesco com Lissauer. O agrônomo – que, apesar da pouca idade, já é casado e pai de uma menina – é sobrinho de Vander Carlos, prefeito de Acreúna por três mandatos, e neto de dois políticos que concorreram, sem êxito, à prefeitura no início da história de 44 anos do município: Adélio Prado (que emprestou o nome ao neto) e João Leandro. 

Por ora, já fecharam questão com o seu projeto político o DEM o PSB e o PSC – partido do ex-senador Wilder Morais, que também tem laços com Acreúna. 

O drama dos empregos

O agrônomo diz que nenhuma outra questão preocupa tanto os moradores da cidade quanto a escassez de postos de trabalho.

Trata-se de um problema que surgiu com a crise do algodão – principal matéria-prima produzida em Acreúna ao longo de décadas – no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000. Além do surgimento de uma praga nova, o Bicudo, o preço do produto caiu com a expansão de lavouras de algodão na Bahia e na Índia, por exemplo.

A prosperidade do município – que rendeu-lhe fama e visita do então presidente Fernando Henrique Cardoso, para celebrar o sucesso da safra de 1998 – esfarelou-se quando a Coteminas fechou o seu pátio industrial na cidade e, com ele, 600 empregos. 

“Nosso desafio é gerar postos de trabalho. Eu vou me propor a criar um polo de confecção na cidade”, adianta o pré-candidato. 

A tendência é que os seus adversários sejam Professora Clarice (DC), Eurípedes Pankão (PTB), José Osvaldo (PDT) e Roberto Félix (PSL).

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