Goiânia 2020

Eixo Anhanguera: fim do subsídio preocupa MDB irista

Hoje os cerca de 200 mil passageiros diários pagam metade do valor da passagem. A outra metade é bancada há anos pelo Estado, ao custo superior a R$ 50 milhões por ano.


Altemar Santos
Do Mais Goiás | Em: 16/08/2019 às 18:39:40

Hoje os cerca de 200 mil passageiros diários pagam metade do valor da passagem. A outra metade é bancada há anos pelo Estado, ao custo superior a R$ 50 milhões por ano.
Hoje os cerca de 200 mil passageiros diários pagam metade do valor da passagem. A outra metade é bancada há anos pelo Estado, ao custo superior a R$ 50 milhões por ano.

Emedebistas em Goiânia ficaram com uma pulga atrás da orelha com a previsão de que a linha do Eixo Anhanguera, a maior do transporte público na capital, será privatizada em meados do próximo ano sem nenhuma garantia de que o subsídio no valor da tarifa da passagem será mantido.

Hoje os cerca de 200 mil passageiros diários pagam metade do valor da passagem. A outra metade é bancada há anos pelo Estado, ao custo superior a R$ 50 milhões por ano. Com a privatização, este subsídio está ameaçado, já que o governo de Ronaldo Caiado nada diz a respeito. Pelo contrário. Sinaliza que a transferência da concessão para a Prefeitura, para futura privatização do Eixo, resultará numa significativa economia aos cofres do Estado.

O prefeito Iris Rezende (MDB) ficou com o abacaxi. Para deixar os emedebistas mais confusos, afirmou em recentes entrevistas ser contra os subsídios pagos pelo Estado ao valor da passagem que, segundo sua avaliação, quebraram a Metrobus, estatal do governo que opera a linha de ônibus.

O setor privado não vai bancar este subsídio, até porque além de vislumbrar lucro com a operação também precisará amortizar o investimento a ser realizado na licitação da linha e nos investimentos que serão exigidos para o Eixo Anhanguera.

Portanto, o subsídio pode de fato ser extinto e os passageiros, em sua grande maioria trabalhadores e estudantes de menor poder aquisitivo, serem obrigados a pagar tarifa cheia. Isto, de acordo com o calendário do Estado e da Prefeitura, em agosto ou setembro de 2020. Ou seja: em plena campanha eleitoral.

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