Política

Calero não é santo. Gedel é menos ainda

Pedir investigação sobre as gravações clandestinas do ex-ministro da Cultura é piada. Brasília continua querendo trocar o sofá.


mgadmin
Do Mais Goiás | Em: 26/11/2016 às 09:28:51


Nos mais de 13 anos que ficou na oposição, o PSDB foi pródigo em errar escolhas. A principal foi não partir para o impeachment de Lula, quando estourou o escândalo do mensalão. Lula se recuperou, foi reeleito e os tucanos tiveram que engolir Dilma e a pecha de que só queriam arruinar o Brasil. De volta à Esplanada dos Ministérios, os tucanos seguem a sina.

A da demissão do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero virou crise no quintal de Michel Temer. Pelo envolvimento de um outro ministro, da cota pessoal do presidente, e pela revelação do esporro presidencial levado por Calero. O estopim, que gerou a demissão de Geddel Vieira Lima, foi a revelação de que todas as conversas haviam sido gravadas pelo ex-ministro da Cultura.

É correto gravar clandestinamente qualquer conversa? Em princípio, não. Mas, com o avanço da tecnologia, é prática comum, principalmente como estratégia de defesa. Calero agiu assim. Do ponto de vista ético, continua sendo questionável.


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