PEÇAS

Caiado não descarta novas mudanças no governo

Modificações ocorrem no decorrer do processo de gestão para se adequar, diz o governador


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 16/06/2020 às 17:10:06
Samuel straioto
Do Mais Goiás | Em: 16/06/2020 às 17:10:06

Anúncio foi feito durante solenidade do Plano Safra. (Foto: Reprodução/Instagram)
Anúncio foi feito durante solenidade do Plano Safra. (Foto: Reprodução/Instagram)

Durante coletiva, nesta terça-feira (16), o governador Ronaldo Caiado (DEM), deu a entender que novas mudanças nos escalões do governo podem ocorrer. Segundo ele, a meta do governo mudou completamente com a pandemia do novo coronavírus em relação ao que se programou na campanha.

Ainda de acordo com Caiado, modificações ocorrem no decorrer do processo de gestão para se adequar, conforme o que se quer obter. “E ninguém está preparado para o que estamos vivendo. Os desafios que teremos, percentual de desemprego, quedas de arrecadamento…”

O gestor afirma, ainda, que o governo tem competência para salvar vidas – a prioridade –, mas que precisa atuar para atender a perda de renda e a necessidade de dar condições dignas as famílias vulneráveis. “E buscar oferta de trabalho. Essa é a meta do governo, que muda tudo aquilo que nós, inicialmente, projetamos, na campanha.”

Para ele, o novo normal deve se amparar na nova realidade para que a população não se sinta desassistida. Ele não apontou nomes, nem deixou claro quais seriam as modificações, mas é possível que o tabuleiro do governo possa ter novas peças entrando e algumas outras saindo – ou só trocando de lugar.

Primeiras mudanças

Entre as alterações que aconteceram recentemente, algumas ocorram por questões eleitorais, outras por reorganização interna e até por desgastes. O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, pediu afastamento do comando da pasta, após ser acusado pelo primo de Caiado, Jorge Caiado, de grampo ilegal e corrupção. No lugar dele, interinamente, o delegado Alexandre Lourenço.

Marcos Cabral deixou o cargo de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), depois de desgastes envolvendo a venda de áreas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) para a construção de um shopping, cuja cessão havia sido obtida pela empresa ETS, de Matheus Henrique Aprígio Ramos, filho do empresário Carlinhos Cachoeira. Ele foi substituído pelo empresário Hugo Goldfeld.

Adriano da Rocha Lima deixou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e assumiu o cargo de secretário-chefe geral da Governadoria a convite do governador Ronaldo Caiado (DEM), no lugar de Fábio Cidreira Cammarota, que deixou o governo. O novo titular da Sedi é Márcio César Pereira, que era subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Já Sofia Bezerro Coelho da Rocha Lima é a nova presidente da Agência Brasil Central (ABC), em substituição a José Roberto Borges da Rocha Leão. Na Ceasa Goiás, saiu Vanusa Valadares, entrou Rogério Martins Esteves, como diretor-presidente interino e, agora, está Wilmar da Silva Gratão.

Já por causa da desincompatibilização eleitoral, Paulo Vitor Avelar deixou a chefia de gabinete de Caiado e teve Alex Godinho colocado em seu lugar. Wilder Morais, por sua vez, deixou o cargo de secretário de Indústria e Comércio e, no lugar dele, assumiu o Subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios, Adonídio Neto. O intuito é disputar a prefeitura de Goiânia.


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