Decorativo

A falsa dúvida do Major

Vice-prefeito eleito de Goiânia rouba as atenções quando afirma publicamente ter dúvida se deixa ou não a Assembleia. Não quer ser decorativo.


mgadmin
Do Mais Goiás | Em: 23/11/2016 às 05:33:14


Major Araújo, na sua dúvida hamletiana pode resolver o problema de três políticos. A dúvida é assumir ou não o cargo de vice-prefeito de Goiânia. Alega pressão das bases e que não quer ser um vice apenas decorativo.

Pressão de base é igual bula de remédio: o político aceita se quiser. Arruma motivo para justificar, de maneira fácil. Quanto ao vice decorativo, Major Araújo pode estar, sim e corretamente, chamando a atenção para si. Quer participar da administração. Isso significa ter cargos, orçamento para gastar e projetos para realizar.

Se ficar na Assembleia, atende as suas bases e garante a finalização do seu mandato de deputado, onde tende a ter maior visibilidade do que a vice do prefeito Íris Rezende. De quebra, um salário duas vezes maior, fora a verba de gabinete.

Ainda se o Major ficar deputado, Elias Vaz não vai ter que decidir sobre o novo mandato, já que é suplente de Araújo na Assembleia. Ficará na Câmara por mais quatro anos. Por fim, tem muita gente ao lado de Íris querendo comemorar. Seria um risco a menos para o prefeito. O Bolsa Arma ainda está muito vivo na cabeça do eleitor e de Íris.

Por outro lado, empurra Íris a ficar o mandato inteiro na Prefeitura, já que ficaria sem o seu sucessor natural. Se decidir sair em 2018 para concorrer ao Governo de Goiás, Íris provocaria outra eleição em Goiânia. Impensável. Major Araú8jo parece já ter tomado a decisão de não assumir. Está ocupando bem o espaço na mídia para o anúncio final.


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