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06 atributos de marcas humanizadas na cultura digital

Entenda como 06 características podem atrair consumidores para as marcas e empresas na cultura digital, gerar confiança entre os consumidores e provocar conversas espontâneas sobre produtos e serviços.


Maraisa Lima
Do Mais Goiás | Em: 14/08/2019 às 15:19:19

Foto: Reprodução
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Uma frase muito conhecida de Carl Jung diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Quem trabalha com comunicação precisa conhecer quais são os 06 atributos de marcas humanizadas na cultura digital.

No post anterior, falamos sobre como desenvolver confiança e credibilidade no uso das redes sociais. Achei que seria muito útil continuar tratando desse assunto, pois no universo global de marcas, construir uma relação de confiança com as pessoas em tempos de alto volume de informação é algo muito importante para quem trabalha a comunicação e o marketing nos dias de hoje.

Seguindo a linha de um autor que sempre está presente nos meus posts, continuo usando o Philip Kottler, pai do Marketing Moderno, como uma referência a ser seguida. No livro Marketing 4.0, ele faz referência à importância da humanização de marcas, pois considera que hoje em dia “conversas espontâneas sobre marcas possuem mais credibilidade do que campanhas publicitárias voltadas para um público específico.”

Mas o que atrai as pessoas para determinadas marcas na cultura digital? Kottler cita o livro “Líderes sem cargos” (Leaders without titles), de Stephen Sampson, para apresentar seis atributos de seres humanos completos, que podem ser usados como modelo e inspiração para outras pessoas, fazendo com que criem uma atração e autoridade diante de públicos desconhecidos.

Os seis atributos são: fisicalidade, intelectualidade, sociabilidade, emocionalidade, personalidade e moralidade. Para Kottler, as marcas que pretendem influenciar seus consumidores, gerar conversas espontâneas, atrair sua confiança na era digital, como amigos relacionam entre si, devem ter essas seis características:

#01 – Fisicalidade

As marcas que se comportam como seres humanos conseguem se conectar mais com os consumidores, principalmente nas redes sociais. Vejam a Lu do Magazine Luiza chorando a derrota da seleção brasileira de futebol feminino na copa.

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#02 – Intelectualidade

Empresas consideradas inteligentes atraem bastante as pessoas. Um exemplo é a Tesla, companhia automobilística de Elon Musk conhecida mundialmente por produzir carros elétricos e autônomos.

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#03 – Sociabilidade

Marcas que se relacionam com outros seres humanos, com irreverência e bom humor estão sempre gerando boas conversas com seus clientes. Empresas como Netflix e iFood usam suas redes sociais para responder seguidores de forma bem descontraída. E enviam mensagens SMS personalizadas (que teoricamente é um meio pouco utilizado pelas pessoas) para se relacionar com os consumidores como se fossem outros seres humanos.

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#04 – Emocionalidade

Apelar pro lado emocional é o 4º atributo de marcas que atraem as pessoas na cultura digital. Um bom case é o da Coca-Cola que não vende mais o produto refrigerante e sim a ideia de dividir momentos em família, de abrir a felicidade etc.

# 05 Personalidade

Marcas que se comunicam de forma honesta e direta com os consumidores, mesmo que isso comprometa a venda de seus produtos possuem uma forte personalidade. Como é o caso da Patagônia, loja de roupas esportivas que incentiva as pessoas a reduzirem o consumismo e, em vez de comprarem roupas novas, fazerem trocas de roupas usadas.

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#06 Moralidade

Marcas e empresas que trabalham uma causa, como a sustentabilidade, criam uma relação de confiança com os seus consumidores, o que é muito importante nos dias de hoje. Como exemplo temos campanhas itinerantes do Pão de Açúcar e Unilever pra incentivar a reciclagem.

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Moral da história: na era digital, as pessoas querem experiências altamente personalizadas, mas elas encontram pela frente um ABISMO em que tanto as marcas quanto os profissionais que fazem comunicação das marcas NÃO ENTENDEM DE PESSOAS.

Mas do outro lado do abismo, temos cases e cases de empresas que usam estratégias de humanização, usam storytelling, narrativas de marcas, conexão de verdade com as pessoas e entregam soluções para suas necessidades, suas dores e seus desejos. Vamos em frente?

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