Jorge Lima
Jorge Lima
Do Mais Goiás

Páscoa como esperança

Em algum momento de nossa jornada pessoal atravessaremos desertos, desafios, provações.

O rito de passagem sempre foi e ainda é muito importante para nossas vidas, seja ligado à infância ou à vida adulta. Das primeiras festas de aniversário à colação de grau; ou mesmo à aprovação no exame de direção. A vida é marcada por passagens do berço ao túmulo.

Nessa longa jornada de ritos de passagem tem aquele conhecido de uma grande maioria, a Páscoa, por exemplo. O triunfo da jornada do Messias. Alguém que nasceu pobre, foi rejeitado pelas classes mais altas, sofreu, foi preso, e morto numa cruz. Porém, ressurge ao terceiro dia triunfante e glorioso inspirando milhões de pessoas em todo o mundo.

O que isso tem a ver conosco? Talvez o que nos aproxima dessa jornada é a ideia de todos. Em algum momento de nossa jornada pessoal atravessaremos desertos, desafios, provações… e, após um período acabaremos triunfando, renascendo, experimentando uma Páscoa, uma passagem para algo muito melhor.

Isso tudo tem relação também com a nossa jornada coletiva, ou seja, o que fazemos não somente por nós, mas pelo o Outro, para os outros. É o que acontece no trabalho voluntário, por exemplo. Milhares de pessoas ao redor do mundo doa valores financeiros, tempo, habilidades e esperança àqueles que precisam de algo para continuar vivendo, pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A Páscoa para os milhares que atuam no terceiro setor é transformar vidas, muitas vezes, áridas, em paisagens verdes de esperança e possibilidades para um amanhã possível.

Existem muitas Páscoas e maneiras de vivenciá-las, a do Cristo foi por nós… e assim, a pergunta que fica é: Qual a sua Páscoa?