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“Vivemos esperando, dias melhores”

Diante da necessidade de nos isolarmos socialmente, também ganhamos a oportunidade de nos encontrar, seja consigo mesmo, seja com aqueles com quem dividimos nossos lares.

Fonte: Internet

A frase que dá título a este texto vem da banda Jota Quest que no ano de 2000, lançava o hit “Dias Melhores”. Duas décadas mais tarde, a música não poderia ser mais atual, afinal, hoje “Vivemos esperando dias melhores. Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás. Vivemos esperando o dia em que seremos melhores”.

Estamos vivendo, de fato, um momento bastante delicado, quando os desafios superam os limites da nossa saúde e, por conta da Covid-19, também irão passar por diversas outras áreas.

Diante da necessidade de nos isolarmos socialmente, também ganhamos a oportunidade de nos encontrar, seja consigo mesmo, seja com aqueles com quem dividimos nossos lares.

Ganhamos tempo para que possamos refletir sobre muitas coisas, incluindo nossas vidas, nossos trabalhos, nossas relações, nossas experiências.

Tempo para que possamos, também, aproveitar um pouco mais da oportunidade de estar mais próximos às nossas famílias, cuidar dos mais vulneráveis, ajudar uns aos outros, colocarmo-nos no lugar do próximo e tirar bons ensinamentos de uma situação tão tumultuada.

Esperamos por dias melhores e eles virão! Aos poucos, tudo vai melhorar e olharemos para trás com um novo olhar, com um novo aprendizado e, esperamos, que com novas atitudes e compreensões sobre o que chamamos de vida.

Talvez demore um pouquinho, mas vai passar. Até lá e, principalmente depois disso, precisamos nos unir, pois, independentemente da situação em que nos encontramos, temos o mesmo objetivo: a retomada de nossas vidas.

Somos movidos a desafios e, hoje, talvez estejamos enfrentando um dos maiores de nossa vida. Um inimigo invisível que atinge não apenas aos que adoecem, mas fere a todos. O desconhecido nos amedronta e lutamos, não apenas pela saúde pública, mas contra o nosso próprio medo.

Talvez estejamos sós em nossos lares. Talvez com nossa família. Talvez tenhamos que trabalhar enquanto tantos outros estão em suas casas. Talvez quiséssemos trabalhar ao invés de estar em casa.

As situações são distintas, mas o desejo é um só: que, em breve, todos estejamos juntos. Daqui a pouco, voltaremos a nos abraçar, dar as mãos, passear e caminhar livremente por aí, exatamente como fazíamos antes disso tudo acontecer.

Somos a soma de nossas escolhas e, neste momento, não ter escolha é o que nos frustra. Mas essa frustração também passará e, no futuro, saberemos que cuidar do outro é tão importante quanto cuidar de si mesmo.