Natal

Limpe a manjedoura

O estábulo da esperança é nosso coração e está na hora de convidarmos nosso animais de estimação para cederem lugar.


mgadmin
Do Mais Goiás | Em: 20/12/2016 às 15:05:20


Eu adoro os rituais de passagem da nossa sociedade. A maneira mágica como tudo recomeça nos trinta e un’s de dezembro, a forma doce e nostálgica que nos conectamos em nossa data de nascimento, o nosso apego e preocupação com as datas, de começos e fins. E nessa semana nos reunimos todos em um sentimento de esperança rodeada pelo vermelho do capital e seus Ho Ho ho’s.

Amo a história de Cristo e sua trajetória, que se inicia no lugar mais simples de qualquer casa: onde os animais dormem. E é bem aqui que quero me ater.

Natal é época de reunir a família, os amigos, trocar presentes, risadas, farpas e contra todo sussurro do mundo, renovar a esperança na vida. Mas será que já preparamos o terreno para nossa esperança nascer? Como está a manjedoura?

Qualquer lugar pode ser o melhor lugar do mundo. Os lugares mais simples podem se tornar os mais importantes, o que define é a maneira como iremos tratar.

O estábulo da esperança é nosso coração e está na hora de convidarmos nosso animais de estimação para cederem lugar.

Tiremos do chão a sujeira chamada lembranças ruins. Joguemos o feno das mágoas para o passado comer. Queimemos os traumas que formam teias de aranhas em nossos melhores cantos. Façamos nossas dores de banquinhos para as visitas. Da manjedoura, retiremos nossos medos mais antigos, nosso ceticismo âncora no qual nos apoiamos para não naufragar. Assopremos os farelos de apreensão que insistem em ficar.

Quando tudo estiver limpo, convidemos nossas pequenas conquistas para se fazerem conforto para o amor se aconchegar, coloquemos nossos grandes e pequenos sonhos sentados ao chão em ar de contemplação e separemos luzes para celebrar porque a hora de renascer em fé e pegar a esperança por herança já sussurra do lugar onde um dia o medo se abrigou.

Eu amo os rituais. Eles nos relembram que a magia de renascer e ser sempre morou em nossas mãos.

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