Pesquisa Serpes

Avaliação negativa de Paulo Garcia preocupa petistas

Paulo Garcia é avaliado negativamente por 55% dos goianienses.




Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Serpes preocupou o grupo de campanha de Antônio Gomide (PT).

Uma fonte da base petista, dentro da coordenação da campanha, admite que a sondagem da popularidade e da avaliação administrativa de Paulo Garcia (PT), prefeito de Goiânia, publicado pelo jornal “O Popular”, tende a inviabilizar uma tentativa de reação do candidato petista – que não tem conseguido ainda popularizar suas ideias e propostas na região metropolitana.

Paulo Garcia é avaliado negativamente por 55% dos goianienses.  A alta é significativa se comparada com junho de 2013 – 22,7% a mais do que o apontado no ano anterior.

A avaliação é pior do que a da gestão de Pedro Wilson (PT), que foi prefeito de Goiânia, e numa sondagem do instituto apontou rejeição de 40%, em 2003.    

O problema para as eleições é que a maior quantidade de votos da oposição está exatamente em Goiânia, onde em tese existiria ainda espaço para crescimento de Gomide.

Sem opções, resta a Gomide tentar buscar votos na região do Entorno, dominada por Marconi Perillo (PSDB) há mais de duas décadas.

“É uma situação delicada, pois as eleições ocorrem por meio de aproximação e transferência. De mentor e pupilo, ou de companheiros no modo de agir. Em Goiás, neste ano, o PT tem um problema operacional grave: fazer campanha sem uma vitrine como Goiânia”, diz Luiz Carlos de Souza, especialista em marketing político e professor da PUC.

ISOLAR  

A reação dos petistas tem sido a tentativa de isolamento de Paulo, que prejudica mais o PT do que o PMDB – aliado na gestão municipal.

O temor do grupo é que seja explorado durante a campanha esta aproximação de Gomide com o gestor goianiense.

O ambiente político na capital não facilita a ação da campanha em mostrar os feitos de Gomide, que não são poucos.  

A questão é que as dificuldades de Paulo Garcia é que são inúmeras, a começar das dívidas com fornecedores e do déficit herdado de gestões passadas que chegam a R$ 400 milhões.

Gomide evita falar do companheiro. Mas o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), e candidato ao governo, saiu em defesa e disse que a culpa seria da presidente Dilma Rousseff, que forneceu empréstimos em demasia para o Governo de Goiás e que ignora a Prefeitura de Goiânia.