RENDA BÁSICA

Auxílio emergencial é utilizado para alimentos e pagamento de contas básicas, diz pesquisa

Estudo do IPEA mostra que cerca de 4,1 milhões de famílias sobreviveram apenas com o auxílio


Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás | Em: 21/11/2020 às 08:57:20

Saque do auxílio emergencial (Foto: Marcello Casal / Agência Brasil)
Saque do auxílio emergencial (Foto: Marcello Casal / Agência Brasil)

Um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL Goiânia) mostrou que o auxílio emergencial foi e é utilizado para alimentação e pagamento de contas básicas. Conforme a pesquisa, energia e água são as principais contas que serão pagas com o benefício, que chega ao fim em dezembro.

O Auxílio Emergencial, benefício pago pelo governo durante o período de pandemia a Microempreendedores Individuais (MEI), contribuintes do INSS, autônomos e trabalhadores informais com renda familiar mensal por pessoa inferior a R$ 522,50, foi utilizado pela maioria  dos beneficiários para a compra de mantimentos e produtos básicos para casa (65%), no pagamento das contas do dia a dia, como água, luz e energia (52%), na compra de medicamentos (32%) e no pagamento de dívidas em atraso (28%).

Um estudo do IPEA mostra que, em setembro, cerca de 4,1 milhões de domicílios sobreviveram apenas com os rendimentos recebidos pelo auxílio emergencial, e que o benefício foi suficiente para superar em 54,5% a perda da massa salarial entre os que permaneceram ocupados no mês.

Dívidas

Considerando apenas os entrevistados que afirmaram pretender pagar dívidas atrasadas com as parcelas do benefício, 4% citaram a conta de energia elétrica, 53% a conta de água e 47% o cartão de crédito.

A pandemia da Covid-19 alavancou e aqueceu o setor de construção civil, principalmente com pequenas reformas e melhorias do lar. A tendência se mostra também forte entre os beneficiários do Auxílio Emergencial. Entre os entrevistados que têm intenção de realizar compras de produtos e serviços, 54% pretendem utilizar o benefício para realizar reformas e consertos em casa, enquanto 47% pretendem comprar roupas e sapatos e 36% eletrodomésticos.