EXPLORAÇÃO SEXUAL

Autoridades libertam jogadores que eram sexualmente explorados na Espanha

Os jogadores eram mantidos em condições precárias, e inclusive mendigavam para poder comer


FolhaPress
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Do FolhaPress | Em: 12/06/2020 às 21:03:25

A Guarda Civil da Espanha libertou quarta-feira (10), na cidade de Padro del Rey (a 530 km ao sul de Madri), sete jogadores de futebol que eram sexualmente explorados. (Foto: divulgação)
A Guarda Civil da Espanha libertou quarta-feira (10), na cidade de Padro del Rey (a 530 km ao sul de Madri), sete jogadores de futebol que eram sexualmente explorados. (Foto: divulgação)

A Guarda Civil da Espanha libertou quarta-feira (10), na cidade de Padro del Rey (a 530 km ao sul de Madri), sete jogadores de futebol que eram sexualmente explorados em um esquema de prostituição na província de Cádiz, sul do país. No grupo, havia um menor de idade.

Os jogadores eram mantidos em condições precárias, e inclusive mendigavam para poder comer. Segundo o jornal argentino La Nación, os atletas eram oriundos da Colômbia e da Argentina. Não há informações de brasileiros entre as vítimas.

A ação fez parte da chamada Operação Promessas e terminou com a prisão de três pessoas. O objetivo da investigação era desbaratar uma rede dedicada ao tráfico de pessoas e à prostituição.

Os jogadores libertados foram atraídos à Espanha com a promessa de um contrato com equipes do país. Ao chegarem à Europa, porém, tinham documentos e dinheiro confiscados, e eram obrigados a se prostituir.

A Guarda Civil explicou que a organização enviava emissários a países da América do Sul em busca de jovens com boa forma física, prometendo a eles empregos na Espanha relacionais às profissões que desempenhavam.

Para evitar suspeitas, a organização obrigava as vítimas a pagar pela viagem à Europa, com a promessa de que o valor investido seria recuperado.

“A fim de facilitar o controle que exerciam sobre suas vítimas, os responsáveis as aglomeraram em um único endereço e apenas permitiam que se relacionassem entre eles”, informou a Guarda Civil.

“Nessa situação, a alternativa que a organização lhes ofereceu foi participar de um chat com contatos homossexuais, que era gerenciado e controlado pelo líder da organização”, acrescenta a entidade.