Jessica Santos
Do Mais Goiás

Aulas seguem virtuais até que mortes por covid-19 se estabilizem em Goiás, diz COE

Retorno presencial também depende da taxa de ocupação de UTIs, que deve ser igual ou inferior a 75% por pelo menos quatro semanas seguidas

As aulas virtuais vão continuar até que o número de mortes por covid-19 fique estabilizado em Goiás. (Foto: Divulgação / MCTi)
Estudante com celular em que aparece professor na lousa

As aulas virtuais vão continuar até que o número de mortes por covid-19 fique estabilizado em Goiás. Encontros presenciais estão suspensos desde o início da pandemia no estado, em março deste ano. Medida foi definida em reunião do Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás, na quarta-feira (30).

Em nota, a Secretaria de Saúde (SES-GO) disse que não houve mudança do COE com relação à nota técnica emitida no último dia 1º de setembro. Assim, os critérios para retomada gradual das aulas presenciais seguem os mesmos: queda de 15% nos registros de óbitos, mantida, por no mínimo, quatro semanas consecutivas e taxa de ocupação hospitalar em UTI igual ou inferior a 75%, pelo mesmo período citado.

De acordo com a pasta, atualmente a queda no registro de óbitos está em 19,2%. Essa taxa, porém, precisa ser mantida por quatro semanas. Hoje, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 82%, que também precisa ser mantida nas quatro semanas seguidas. Até a última quarta-feira (30), Goiás havia registrado 209.785 casos acumulados de infecção do novo coronavírus. O número de óbitos causados pela covid-19 é de 4.672.

O Mais Goiás tentou contato com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Goiás (Sinepe-GO) e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe) em busca de posicionamento sobre a decisão do COE, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Briga judicial

Sem autorização do Governo Estadual, instituições privadas travam luta na Justiça para retomada presencial. No início da semana, uma liminar autorizou a volta de 56 escolas e creches para crianças de 0 a 5 anos.

No dia 22 de setembro, oito berçários e escolas já haviam conseguido na Justiça o direito de volta presencial.

À época, o Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro) manifestou-se contra as decisões e disse que elas vão na contramão do que todos os setores da Educação discutiram e concordaram em Goiás.

“O Sinpro Goiás manifesta sua discordância com o teor da destacada decisão, lembrando que a paralisação das atividades escolares tem sólido fundamento na orientação oficial das autoridades em matéria de saúde, nas esferas municipal e estadual, bem como da OMS, acompanhando em tempo real a evolução da curva epidemiológica da pandemia em nosso Estado”, diz trecho da nota.