Nas redes sociais

Áudio atribuído a major pede vingança por morte de filho de PMs

Mensagem, que circula em rede social, fala em matar suspeitos e familiares.





//

Um áudio que circula em redes sociais, atribuído a um major da Polícia Militar, pede que policiais se unam para vingar a morte do estudante Danilo Fernandes Roriz, 19 anos, que foi assassinado a tiros na Praça do Violeiro, no setor Urias Magalhães, em Goiânia, na última segunda-feira (14/09). Danilo era filho do capitão da PM Ricardo Roriz e da sargento Beatriz Roriz.

“Vamos matar uns caras desses, matar a família, matar todo mundo. Mexer com filho não, aí é o fim”, diz a gravação.

A mensagem foi compartilhada em um grupo fechado de policiais no Whatsapp. Nela, um homem, que começa a gravação se identificando como major Carlos Eduardo Belelli, convoca os agentes a encontrarem os suspeitos do crime.

“Eu peço a todo mundo aí, aos irmãos, vamos nos unir nessa hora, esquecer os problemas pessoais, profissionais, as diferenças de categoria. Vamos nos unir e achar esse pessoal. A gente entrou para a polícia e é normal enfrentar problemas. Agora, mexer com a família da gente, com filhos, aí já passa dos limites”, destacou.

A mensagem ainda pede que os policiais compartilhem novidades sobre a morte do filho de policiais: “Acho que a gente tem que ir atrás. Vamos unir todo mundo e qualquer informação passar para a rede”.

O advogado Ranieri Lopes, que representa o major Belelli, informou ao site G1 Goiás que seu cliente desconhece a mensagem. “Vamos aguardar o recebimento e análise desse material para que ele se pronuncie”, afirmou.

Em nota oficial, a assessoria de imprensa da PM afirma que o major Belelli expressou a opinião pessoal dele e que ela não representa a visão institucional da corporação. A assessoria informou, ainda, que as declarações do major serão apuradas em inquérito policial militar, já instaurado pela corregedoria.

Leia a nota na íntegra:

“Nota oficial da PM:

Com relação à gravação do Major PM Carlos Eduardo Beleli, divulgada nas redes sociais no dia 15 de setembro deste ano, onde expressou de maneira pessoal. A Polícia Militar de Goiás informa que a opinião do oficial em tela não representa a visão institucional da corporação.

Ressalta-se que ele não tem nenhuma representatividade classista e que suas declarações serão apuradas em Inquérito Policial Militar, já instaurado pela corregedoria.

Ricardo Mendes – TC PM

Assessor de Comunicação da PMGO”

(Com o G1)