Jessica Santos
Do Mais Goiás

Audiência pública em Valparaíso debate segurança nas escolas estaduais de Goiás

O debate foi proposto pela deputada estadual Lêda Borges (PSDB) após a morte do professor e coordenador do Colégio Céu Azul, no último dia 30 de abril

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), por meio da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, realizou audiência pública na noite desta quarta-feira (8), na Câmara Municipal de Valparaíso, região do Entorno do Distrito Federal, para debater segurança nas escolas da rede pública de ensino. O debate foi proposto pela deputada estadual Lêda Borges (PSDB) após a morte do professor e coordenador do Colégio Céu Azul, no último dia 30 de abril. 

Além da tucana, participaram da discussão os deputados estaduais Coronel Adailton (PP), Wilde Cambão (PSD) e Jeferson Rodrigues (PRB). Também fizeram parte da audiência pública o prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (PSDB), o prefeito de Cidade Ocidental, Fábio Correa de Oliveira (PRTB), representantes do poder executivo e segurança pública, assim como vereadores, lideranças políticas e comunidade escolar de Cristalina, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama e Valparaíso.

Para Lêda Borges, o momento continua sendo de muita reflexão. “É um momento extremamente triste e de muita dor pela perda do nosso professor e coordenador, mas essa também é a hora das ações. Enquanto representantes do povo, saímos da audiência com diversos encaminhamentos para avançarmos na área da Educação, principalmente na segurança dentro das escolas”. Uma das medidas propostas pela parlamentar é a implantação de equipe multidisciplinar com supervisor, mediador de conflitos, psicólogo, assistente social e pedagogo. “É preciso atuar nas medidas preventivas. Antes, durante e após os conflitos”, salientou.

O subsecretário de Estado da Educação, Coronel Avelar, afirmou que o papel da escola é ensinar. Segundo ele, a Secretaria elaborou um protocolo de segurança, para acompanhar quem representa risco nas escolas da rede estadual de ensino e adiantou que espera ser uma ferramenta importante na questão da segurança.

Ao fazer uso da palavra, o deputado Wilde Cambão solicitou um minuto de silêncio em memória do professor Júlio César. “Pelo falecimento do professor Júlio César e pelo jovem que cometeu esse ato insano”, justificou.

Na ocasião, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, se solidarizou com a comunidade escolar do Colégio Céu Azul e disse que a entidade tem atuado no sentido de levar mais seguranças às escolas. “Precisamos das famílias, da sociedade. É preciso que o trabalho seja feito de modo constante e com a união de todos. Chega de violência, queremos paz!”, enfatizou.

Após os membros da mesa, dezenas de populares fizeram uso da palavra e citaram casos de violências e ameaças de alunos a professores. Todos da comunidade escolar enalteceram o trabalho do professor Júlio César, saudando a memória do profissional com palavras de ordem. Diversas propostas foram apresentadas pela comunidade, sendo que algumas delas foram acatadas pelos deputados.