Benefícios mantidos

Assembleia rejeita projeto de lei que extinguia auxílio-moradia e mudança a deputados em Goiás

Com a rejeição da maioria absoluta dos deputados, as proposituras serão arquivadas sem ao menos iniciar tramitação na Casa


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 01/03/2019 às 12:18:13

Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) (Foto: Reprodução)
Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) (Foto: Reprodução)

Os dois projetos de lei que acabavam com os auxílios-moradia e mudança a deputados, no valor de R$ 3.189, 00 e R$ 25.322,20, respectivamente, foram rejeitados durante votação simbólica em sessão plenária desta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Com a rejeição, as proposituras serão arquivadas sem ao menos iniciar tramitação na Casa.

De autoria do deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL), a matéria relacionada ao auxílio-moradia contou com a assinatura de apenas seis parlamentares: Alysson Lima (PRB), Amauri Ribeiro (PRB), Antônio Gomide (PT), Chico KGL (DEM), Delegada Adriana Accorsi (PT) e Paulo Trabalho (PSL). Já o projeto referente ao auxílio-mudança foi assinado pelos deputados citados, com exceção de Paulo Trabalho. Por ser uma votação preliminar simbólica e não nominal, o Mais Goiás não teve acesso aos parlamentares contrários às matérias.

À nossa equipe de reportagem, o autor das proposituras lamentou a rejeição do corte dos benefícios. “Fico decepcionado mas tenho que respeitar a decisão da maioria. Essas foram algumas das bandeiras que levantei durante as eleições, de moralidade e transparência. Esses projetos tinham que ter ido para a CJJ para a população acompanhar. O povo não concorda com essas regalias”, disse.

Humberto Teófilo voltou a criticar os auxílios e a forma como a votação foi realizada. “Minha proposta era revogar duas leis estaduais que beneficiam os deputados e não adotam qualquer critério. Se a maioria dos deputados quer não posso fazer nada, mas a forma como foram as matérias foram votadas foi bastante inusitada. A galeria e a parte de imprensa estavam vazias. Tinha parlamentar que nem sabia o que estava votando”, afirmou.

Os projetos ainda podem iniciar tramitação na Assembleia caso o parlamentar consiga assinatura da maioria absoluta dos deputados da Casa.